domingo, junho 28, 2026
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MP denuncia vereador acusado de matar homem após discussão em bar: “Agiu por vingança”


MP denuncia vereador acusado de matar homem após discussão em bar. Reprodução/Instagram

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) denunciou, nesta segunda-feira (17), um vereador de Delmiro Gouveia pelo assassinato de Alan Gomes da Silva, ocorrido em 14 de novembro de 2024, na praça pública do bairro Pedra Velha. O crime, segundo a denúncia da 3ª Promotoria de Justiça, foi cometido por motivo fútil, sem possibilidade de defesa da vítima, que sofria de transtorno psicótico.

De acordo com as investigações, o vereador tentou justificar a ação alegando que teria agido em legítima defesa, pois a vítima teria lhe desferido um tapa no rosto e estaria armada. No entanto, o MPAL rebate essa versão, afirmando que não havia nenhuma arma com Alan Gomes e que o parlamentar agiu por vingança, desferindo três tiros de pistola .380, atingindo coração, pulmão e fígado da vítima.

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Após o crime, o vereador fugiu da cena e só se apresentou à polícia após o período de flagrante.

Vítima tinha diagnóstico de depressão e psicose

Testemunhas relataram que Alan Gomes tinha um histórico de transtornos psiquiátricos, com diagnóstico de depressão e psicose desde 2019. Sua própria filha afirmou ao MPAL que, no dia do crime, o pai estava em surto, o que teria levado à discussão e à suposta agressão contra o vereador.

O promotor Frederico Monteiro destacou que o parlamentar sabia do estado de saúde da vítima e que não havia nenhum risco real à sua integridade física.

“Fica impossível sustentar que agiu em legítima defesa quando o cidadão deflagra três tiros em regiões vitais contra um esquizofrênico desarmado. Ademais, quando era conhecedor da situação clínica da vítima e, em seguida, empreende fuga. Não há outra postura do Ministério Público senão a de denunciar o cidadão pela prática do crime pelo artigo 121, incisos II e IV do Código Penal. Uma ação de extrema violência, praticada em local público, a sociedade espera uma resposta e temos a missão de promover justiça”, afirmou o promotor.

Após assumir os disparos, o vereador teve a prisão preventiva convertida em monitoramento eletrônico, passando a usar tornozeleira eletrônica. Ele continua exercendo seu cargo público, participando das atividades do Poder Legislativo Municipal.

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