sábado, julho 4, 2026
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1 milhão de pessoas tiveram acesso a abastecimento de água tratada entre 2004 e 2022, revela estudo


Pesquisador do Instituto Trata Brasil, Fernando Garcia apresentou o balanço encomendado pela Organização Arnon de Mello. Felipe Sóstenes/Gazeta de Alagoas

Entre 2004 e 2022, um milhão de pessoas passaram a ter acesso ao serviço de abastecimento de água tratada, conforme estudo apresentado durante o Gazeta Summit Água nesta segunda-feira (24). O evento está sendo realizado no Centro de Convenções de Maceió.

O balanço exclusivo, intitulado “Benefícios Econômicos da Expansão Saneamento em Alagoas” foi encomendado pela Organização Arnon de Mello (OAM) e realizado pelo Instituto Trata Brasil, referência mundial no setor.

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Entre os benefícios da universalização, estão especialmente os relacionados à qualidade de vida dos alagoanos, diminuindo o afastamento de trabalhadores e estudantes por causas ligadas à qualidade da água.

Ausências por diarreia, vômito, doenças respiratórias e internações por infecções gastrointestinais na rede hospitalar do SUS continuarão em queda conforme o saneamento seja alcançado por mais cidadãos.

Nesse mesmo período, também deverá diminuir o afastamento de trabalhadores por causas ligadas à qualidade da água. Ausência por diarreia, vômito, doenças respiratórias e internações por infecções gastrointestinais na rede hospitalar do SUS sofrerão queda.

“As gerações que nascem e crescem com a universalização do saneamento têm qualidade de vida maior, sendo mais produtivas e alcançando todo o potencial que lhes é devido”, explica o pesquisador do Instituto Trata Brasil, Fernando Garcia de Freitas.

Ele acrescenta que essa produtividade está diretamente ligada ao ensino escolar, uma vez que crianças sem acesso ao saneamento tendem a deixar a escola mais cedo ou chegar ao mercado de trabalho menos qualificadas.

“Isso vai afetar a vida delas por inteiro. Se a gente corrige com a universalização do saneamento, tem uma mão de obra mais qualificada e essas pessoas passam a ter uma valorização maior”, estabelece Garcia.

Essa universalização deve gerar pelo menos 13 mil novos postos de emprego, além de um ganho social de R$ 13 bilhões, que considera os gastos para a universalização e os benefícios diretos gerados por ela, como redução de custos com saúde, aumento da produtividade, valorização imobiliária e renda do turismo.

“É uma geração mais saudável, com menos problemas e mais capacidade de ter uma vida de qualidade. Com a universalização em 2040, com certeza teremos uma vida em sociedade ainda melhor”, reitera o pesquisador.

Dados mostram mudança geracional

A presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, diz que os dados comprovam uma mudança geracional em Alagoas com a universalização do saneamento.

Com ela, o Estado também deve melhorar seus cuidados em relação aos problemas climáticos, já que tempestades, secas e ondas de calor impactam o consumo de água.

“Precisamos mitigar esses riscos, mas vemos que os benefícios da universalização são enormes. Vamos mudar a vida dessas pessoas. Cada esforço que for feito realmente transformará a sociedade alagoana”, analisa.

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