Gol cedo, bloco compacto e leitura de jogo. O CRB venceu a Chapecoense por 1 a 0 no Rei Pelé e começou a Série B fazendo o que o campeonato mais cobra: pontuar. O gol saiu aos 8 minutos, com David da Hora aproveitando cruzamento preciso de Lucas Kallyel. Depois disso, o jogo virou duelo tático.

O CRB se armou com um 4-4-2 na fase defensiva, apostando num bloco baixo bem posicionado e linhas compactas. Já com a bola, o modelo mudava: 4-3-3 com transições rápidas e bolas longas, tentando explorar as costas dos laterais da Chape. A proposta foi clara: abrir o placar e controlar os espaços.
A Chapecoense teve mais posse e volume, mas parou na defesa organizada e em Matheus Albino, que salvou em ao menos três lances cruciais. No fim do primeiro tempo, Marcinho teve grande chance, mas foi travado em cima da linha.
Agora, vamos à análise:

O CRB de Eduardo Barroca se defendia com um claro 4-4-2 em bloco baixo, com duas linhas compactas, mantendo Danielzinho e Daniel Lima atrás da linha da bola. O plano era claro: fechar os espaços e reagir com velocidade, explorando as costas dos laterais da Chape. Estratégia simples, mas executada com disciplina.
O adversário catarinense era bem montado, com Eduardo Person, Bruno Matias e Jimenez no meio; Marcinho e Dentinho nas pontas; e Mário Sérgio centralizado. Laterais com presença ofensiva e boa ocupação de espaços. Só que o CRB leu bem o cenário e foi cirúrgico.

O gol nasce de uma jogada construída com inteligência. Kallyel ataca o corredor direito, mas o detalhe está no movimento sem bola de Hayner, que arrasta a marcação. Kallyel tem liberdade para cruzar, e David da Hora, com frieza, decide.
No intervalo, Dal Pozzo tenta mudar o ritmo, tira Jimenez e coloca Márcio Jr. Barroca ajusta o posicionamento para que o time não fique apenas se defendendo como na primeira etapa. A entrada de Márcio Jr., na verdade, reduz a rotação da Chape, e quem começa a assustar mais é o CRB, com transições bem feitas, obrigando o goleiro Léo Vieira a trabalhar.
Dal Pozzo arrisca: coloca Getúlio e enfia Mário Sérgio na área. Barroca responde fechando a última linha, povoando a defesa com inteligência. A reta final vira duelo entre a pressão catarinense e a segurança de Matheus Albino, que faz ao menos três defesas decisivas.




