domingo, junho 28, 2026
spot_img

CSA na Série C – O Funil Está Apertado


A Hora da Verdade : União e Força em Campo na Série C.. (Ascom / CSA)

A Série C de 2025 não será apenas mais uma temporada. Será, segundo quem está dentro do jogo, a mais difícil da história. E olha que essa frase não veio de qualquer um. Saiu da boca de Maurício Souza, técnico do Guarani — clube que até ontem respirava Série B. A análise é certeira: mais estrutura, mais camisa pesada, mais investimento e, claro, mais pressão.

Não é mais uma competição onde basta competir. O cenário atual exige intensidade, organização tática e repertório. E aí está o segredo: quem não tiver plano A, B e C vai morrer na praia.

O modelo segue o mesmo — turno único, 19 rodadas de tiro curto, depois dois quadrangulares valendo acesso e final. Só sobem quatro. Ou seja, 20 começam o sonho, 16 vão frustrados dormir com ele.

Tem Náutico, Ponte Preta, Figueirense, ABC, Guarani, Ituano, Brusque, São Bernado, Londrina … e tem o CSA, que chega com um status curioso: pressionado, mas respeitado.

Higo Magalhães vem mantendo a base, entregando metas, variando taticamente e vencendo os jogos certos. Enfrentou adversários diretos como Náutico e Confiança e venceu. Ganhou clássico com o CRB. Dentro de casa, só caiu para o Bahia. Mesmo nos empates, deixou o campo competitivo.


			
				CSA na Série C - O Funil Está Apertado
Dupla Cachoeira e Bryan decisivos no CSA. AILTON CRUZ

Sim, há cicatrizes — as eliminações no Alagoano e na Copa Alagoas ainda ecoam nos bastidores e nas arquibancadas. Mas é inegável que o projeto se sustenta. Bryan e Cachoeira são exemplos de atletas que evoluíram com Higo. O técnico ainda está longe de ser unanimidade, mas já provou que tem leitura de jogo e comando de grupo.


			
				CSA na Série C - O Funil Está Apertado
Técnico Higo Magalhães – Foto: Allan Max / Ascom CSA. (Ascom / CSA)

A ausência de VAR é um desafio à parte. Para quem joga com bloco alto e aposta na organização defensiva milimétrica, qualquer erro de bandeirinha pode ser fatal. A arbitragem, nesse cenário, ganha protagonismo — o que é sempre um problema no futebol brasileiro.

O CSA estreia dia 12 de abril, às 19h no Rei Pelé, contra o Anápolis, vice-campeão goiano e com moral pela campanha no estadual. É o tipo de jogo que já exige foco total.

Agora, é jogo a jogo. Ponto a ponto. Vitória a vitória. O CSA começa a Série C com um feedback positivo, mas precisa sustentar isso. Porque a Série C é isso: um moedor de carne emocional e tático. Nela, ou você se afirma, ou é engolido pelo calendário.

E um último detalhe: o torcedor. Não dá pra subir sem ele. Em casa, o CSA precisa manter a fortaleza que criou. O Rei Pelé pode ser o diferencial. O acesso passa por lá. A Série C é dura demais pra se jogar com arquibancada fria.


			
				CSA na Série C - O Funil Está Apertado
Mírian Monte Comanda o CSA em busca da meta 01 do ano – ACESSO _. (Ascom / CSA)

O bicampeonato da Série C? É sonho. Mas já teve ano em que o CSA nem time tinha pra começar a temporada. Hoje tem time, tem comando, tem torcida. E, o mais importante: tem chance real.



Glazetaweb

Leia Também

- Publicidade -spot_img

ÚLTIMAS NOTÍCIAS