O CEO do Fortaleza, Marcelo Paz, criticou duramente os acontecimentos da noite desta quinta-feira (10) em Santiago, no Chile, durante a partida contra o Colo-Colo pela fase de grupos da Libertadores. O jogo foi suspenso aos 24 minutos do segundo tempo após torcedores do time chileno invadirem o gramado do Estádio Monumental. Momentos antes, dois torcedores do Colo-Colo morreram atropelados por uma viatura da polícia do lado de fora do estádio, o que teria motivado o protesto nas arquibancadas.
Em entrevista por telefone ao sportv, Paz descartou a possibilidade de o jogo ser retomado nesta sexta-feira (11) e pediu punição à equipe chilena.
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“Não existe possibilidade de esse jogo voltar amanhã (sexta). Nossa delegação vai sair daqui em voo fretado, jogamos no domingo contra o Internacional. E espero que haja punição. E tem que ser desportiva. Perda de pontos para o Colo-Colo. Viemos aqui para jogar futebol de maneira séria, organizada, estruturada, e o que aconteceu foge de qualquer razoabilidade esportiva. A punição tem que ser exemplar”, afirmou.
Paz disse ainda que tomou ciência da morte dos torcedores do lado de fora do estádio na hora da invasão, enquanto estava no camarote do Monumental.
“Eu não tenho essa informação se os delegados da partida sabiam disso. Nós do clube não sabíamos. Estávamos acompanhando o jogo no camarote e vimos de longe, eles quebrando os vidros e nós sem entendermos nada. De frente ao nosso camarotes tinham familiares do nosso zagueiro chileno, Kuscevic. Eles mostraram os celulares com uma notícia para que a gente entendesse o que estava acontecendo. E era que os policiais do Chile tinham atropelado duas pessoas e eles tinham morrido. E que isso era a causa do protesto da torcida do Colo-Colo. Nós só soubemos no momento em que a torcida entrou em campo”, relatou.
A Conmebol levou quase duas horas para anunciar a suspensão definitiva da partida. Durante esse tempo, os jogadores permaneceram nos vestiários, e o estádio foi gradualmente esvaziado.



