quarta-feira, março 25, 2026
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menino de 10 anos relata abandono dele e de irmãos


— Foto: Reprodução

Uma das crianças encontradas em situação de abandono no bairro do Trapiche da Barra, em Maceió, nesta segunda-feira (17), relatou ao Conselho Tutelar que chegou a dormir na rua, a ficar sem comer por três dias e a passar até cinco dias sem tomar banho. Ele, que tem dez anos, foi resgatado ao lado dos irmãos de três anos e um mais novo de apenas sete meses.

Imagens gravadas pela vizinhança mostram uma das crianças, a que tem três anos, com um cigarro na boca.

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“Não tinha comida, ambiente totalmente insalubre. Ao conversar com a criança de 10 anos, que está com um corte muito grande, ele informou que tem mais de três dias que não come, dias sem tomar banho, uma criança fumando, sem comer, pedindo para ir à escola. Ele falou que passou dias nas ruas, que a mãe usa pó, todo tipo de droga”, expôs a conselheira da região Valmênia Santos.


			
				De dormir na rua a três dias sem comer: menino de 10 anos relata abandono dele e de irmãos
— Foto: Reprodução

Os irmãos foram levados para uma casa de acolhimento e o Conselho Tutelar informou que está em contato com uma das avós dele, que mora em São Paulo. No entanto, o caso será comunicado à Vara da Infância e Juventude.

“A gente fez a comunicação no acolhimento e assim que ela [bebê de 7 meses] chegou, o pessoal já foi dando banho e comida. O de dez anos foi acolhido, está com corte grande no pé. Ele relata que passa vários dias fora, que dorme na rua. Agora eles estão alimentados e muito bem guardados. A gente fez medida de proteção porque eles não têm família extensa em Maceió”, disse a conselheira.

Valmênia disse ainda as duas crianças mais velhas estavam sujas e apresentavam odor, enquanto o bebê havia sido higienizado por uma vizinha.

“Os filhos querem ficar com a mãe, mas nas condições que elas se encontram, o Conselho Tutelar vai aplicar medida de proteção. Sondamos com a comunidade e as crianças não têm familiares aqui. Segundo o pessoal, a avó das crianças mora em São Paulo. A situação é extrema. A gente providenciou alimentação para levar para acolhimento”, afirmou a conselheira.

De acordo com Valmênia, os conselheiros ainda recomendaram à mãe da criança a busca por um tratamento contra a dependência química, mas ela recusou.

“O olhar de pedido de ajuda era muito grande. O de 10 anos anos não acredita que a mãe vai procurar ajuda. Como se ele tivesse perdido as esperanças. Ele disse: ‘Tia, já foi feito tudo, minha mãe passou três dias seguidos usando drogas’”, relatou a conselheira.

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