A Justiça de Alagoas converteu em prisão preventiva, o flagrante de um 3º sargento e um soldado – lotados no 4º Batalhão da Polícia Militar de Alagoas (4º BPM) – presos pelo crime de extorsão na última semana, no bairro Gruta de Lourdes, na Capital. A decisão foi tomada em audiência de custódia realizada no…
A Justiça de Alagoas converteu em prisão preventiva, o flagrante de um 3º sargento e um soldado – lotados no 4º Batalhão da Polícia Militar de Alagoas (4º BPM) – presos pelo crime de extorsão na última semana, no bairro Gruta de Lourdes, na Capital. A decisão foi tomada em audiência de custódia realizada no dia 9 de outubro, pelo juízo da 7ª Vara Criminal de Maceió.
Lembre: Sargento e Soldado da Polícia Militar são presos por extorsão armada em Alagoas
A prisão foi mantida com base na necessidade de garantir a ordem pública, segundo fundamentação do magistrado, que destacou a gravidade do crime e a periculosidade dos acusados. A decisão também considerou a possibilidade de reiteração criminosa, conforme os artigos 311, 312 e 313 do Código de Processo Penal.
A prisão preventiva havia sido solicitada pelo Ministério Público de Alagoas e foi acatada com o entendimento de que medidas cautelares alternativas não seriam suficientes diante das circunstâncias apresentadas.
“Dessa forma, entendo que a prisão preventiva se faz necessária para a garantia da ordem pública, ante a periculosidade evidenciada pela conduta dos autuado, sendo insuficientes, no presente caso, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, razão pela qual, CONVERTO A PRISÃO EM FLAGRANTE EM PRISÃO PREVENTIVA dos flagranteados, cuja medida é necessária para garantia da ordem pública, em face da gravidade do crime e para evitar a reiteração criminosa”, diz trecho da decisão.
Entenda o caso
Os dois militares, de 36 e 32 anos, foram presos em flagrante na noite de quarta-feira (8), na avenida Pau Brasil, bairro Gruta de Lourdes, em Maceió. Eles são acusados de extorsão armada contra um morador da região, utilizando viatura, fardamento e armamento da corporação.
De acordo com o Relatório Integrado de Ocorrência, o crime começou na noite anterior, terça-feira (7), quando cinco homens — três deles armados e com trajes da Polícia Militar — invadiram a residência da vítima. Durante a ação, objetos foram roubados, e os suspeitos teriam exigido que o morador entregasse uma quantia em dinheiro no dia seguinte, em frente a um supermercado da região.
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Na data e local marcados, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) montaram uma operação após serem alertadas sobre o caso. Por volta das 21h, a vítima correu pela rua pedindo ajuda, alegando que estava sendo extorquida. Os policiais do Bope identificaram e abordaram os acusados, que ainda portavam armas da corporação. A dupla foi presa no local.
Com eles, foram apreendidos duas pistolas Glock calibre 9mm com 67 munições; um colete balístico institucional; um cinto tático, uma algema; diversos celulares (Samsung, Motorola, LG); um iPhone preto e uma pulseira dourada, identificados como bens subtraídos da residência da vítima; e uma balança de precisão portátil.
Na delegacia, os militares alegaram que a cobrança seria uma “evolução” de uma ocorrência anterior envolvendo arma de fogo e entorpecentes, e que a quantia seria parte de um acerto para liberar o autuado.
A delegada plantonista autuou os policiais por extorsão mediante grave ameaça e porte irregular de arma de fogo. O caso está sob investigação do Bope e da Diretoria de Inteligência da PM de Alagoas (DINT).
Processo disciplinar
Paralelamente à investigação criminal, a Corregedoria da Polícia Militar abriu procedimento disciplinar para apurar a conduta dos militares. Um conselho de disciplina, formado por três oficiais, foi designado para avaliar a permanência dos acusados na corporação. Ambos se encontram no presídio da corporação.



