terça-feira, março 24, 2026
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Filho chora ao depor no julgamento da mãe morta e colocada em geladeira


Claudemir Mota / ASCOM MP

O júri que apura a morte de Flávia, assassinada e escondida em uma geladeira pelo genro, teve um momento de forte comoção com o depoimento do filho mais velho da vítima. Durante depoimento, ele contou que estava no trabalho, sem acesso ao celular, quando deixou o expediente e viu diversas ligações do pai. Ao retornar…

O júri que apura a morte de Flávia, assassinada e escondida em uma geladeira pelo genro, teve um momento de forte comoção com o depoimento do filho mais velho da vítima. Durante depoimento, ele contou que estava no trabalho, sem acesso ao celular, quando deixou o expediente e viu diversas ligações do pai. Ao retornar a ligação, recebeu a notícia do crime:

Segundo relatos do filho de Flávia, o pai perguntou se tinha falado com a mãe recentemente. Ao responder que não, o filho foi informado sobre o fato. Quando ligou para a tia e para a avó as familiares confirmaram a morte da mulher. Ele disse que entrou em desespero.

O jovem declarou que não morava mais com a mãe e se disse abalado ao reviver o caso diante do Tribunal do Júri.

INTERROGATÓRIO DO RÉU

O interrogatório do réu, genro da vítima, aconteceu nesta segunda-feira (20) e ele afirmou que agiu em “legítima defesa”, versão que o Ministério Público contesta. Ele admitiu ter usado a faca, mas tentou atribuir parte dos ferimentos a “vidros que caíram”, e citou ainda suposta participação de terceiros na limpeza da cena, o que também é contestado nos autos.

O julgamento continua ao longo do dia e poderá ter sentença ainda hoje.

ENTENDA O CASO

A garçonete Flávia dos Santos Carneiro, 44, foi encontrada morta dentro de uma geladeira na manhã de 05 de fevereiro de 2024. A motivação do crime seria o fato da mulher não aceitar o relacionamento amoroso da filha de apenas 13 anos com o rapaz de 22 anos.

As investigações do 6º Distrito da Capital apontaram que Flávia dos Santos teria discutido com a filha e o genro após ser informada de que o casal iria morar juntos em uma casa no Benedito Bentes. A vítima não aceitava a situação.

Durante a confusão – que aconteceu na casa da vítima, do bairro do Jacintinho – o casal deu uma pancada na cabeça da vítima, mas ela não morreu. Na sequência, o rapaz pegou uma faca e passou a esfaquear Flávia dos Santos.

Após o crime, a adolescente e namorado foram dormir na casa que alugaram no Benedito Bentes. A informação sobre o homicídio foi dada por um homem que faz frete, que levou pai e filho até a área de mata, onde a geladeira foi jogada em uma ribanceira com a mulher dentro.

Ele contou ter sido contratado para fazer uma mudança entre dois endereços no Jacintinho e, no dia seguinte, foi novamente procurado pelo homem que o contratou, desta vez para levar uma geladeira até o bairro do Benedito Bentes. Os dois acabaram resolvendo jogar a geladeira fora, na mata da Guaxuma.

Depois de deixar pai e filho no Jacintinho, o fretista foi até a delegacia, sendo acompanhado pela policial Daysirê Batista até o local onde a geladeira foi abandonada. O corpo foi localizado e as investigações iniciadas. A adolescente de 13 anos, filha da vítima, foi apreendida e confessou o crime contando os detalhes do assassinato. O pai do rapaz foi preso pela PC por ser cúmplice do homicídio.

Em março de 2024, a Justiça acatou o argumento da Defensoria Pública de que o crime imputado ao pai de Leandro dos Santos era de ocultação de cadáver e tem como pena privativa de liberdade máxima inferior a 4 anos de reclusão. Com isso, concedeu liberdade ao homem, que cumpre medidas cautelares.





Fonte: Alagoas 24h

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