quarta-feira, março 25, 2026
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Polícia Civil descarta legítima defesa em assassinato de médico


A Polícia Civil de Alagoas descartou, neste primeiro momento, a tese de legítima defesa apresentada pela médica Nadja Tamires, acusada de matar o ex-marido, o médico Alan Carlos de Lima Cavalcante, a tiros na tarde de domingo (16), em Arapiraca. O caso é investigado pelo delegado Daniel Scaramello, da Unidade de Atendimento ao Local de Crime 1 (UALC 1), da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Logo após o crime, equipes tiveram acesso às imagens de câmeras de segurança fornecidas pela empresa Walk Trade, o que permitiu analisar a dinâmica completa do homicídio.

Segundo a Polícia Civil, as gravações mostram Nadja descendo do próprio veículo, aproximando-se do carro da vítima e iniciando uma breve discussão, seguida pelos disparos.

“Constatamos que não houve legítima defesa. A autora desceu do carro já portando uma arma de fogo e apontando para a vítima. Após uma breve discussão, ela efetuou diversos disparos, impedindo ou dificultando qualquer possibilidade de defesa”, afirmou o delegado Daniel Scaramello.

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A médica teve a prisão formalizada, passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e deverá ser apresentada em audiência de custódia. A Polícia Civil informou ainda que nenhuma arma foi encontrada no veículo da vítima.

Entenda o caso

O assassinato ocorreu no domingo (16), em frente à Unidade Básica de Saúde do Povoado Capim, na zona rural de Arapiraca, agreste alagoano. Alan Carlos, de 41 anos, foi atingido por vários tiros enquanto estava dentro do próprio carro. O Samu confirmou o óbito no local.

Após o crime, Nadja foi presa pela Polícia Militar na cidade de Atalaia, quando retornava para Maceió. Conforme a corporação, ela mesma indicou que a arma utilizada estava no banco do passageiro, sob o jaleco médico. A detida afirmou que deixou Arapiraca por temer represálias.

Durante depoimento, Nadja confessou o crime e afirmou ter atirado por se sentir acuada. Alan Carlos havia sido indiciado em setembro por violência psicológica contra a ex-companheira. A investigação, conduzida pela delegada Maria Fernandes Porto, também confirmou o estupro de vulnerável envolvendo a filha do casal, então com apenas dois anos.

A acusada possuía medida protetiva contra o ex-marido. No dia do crime, segundo relatou, sentiu-se intimidada ao vê-lo parado próximo ao seu local de trabalho. Ela possuía porte de arma de fogo.





Fonte: Alagoas 24h

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