Brunno Afonso / Ascom Hospital Metropolitano
Um procedimento estético simples, comum a maioria das mulheres, provocou um drama na vida de uma jovem de apenas 20 anos, após ela sofrer uma infecção nas unhas após ter ido à manicure coloca unhas em gel. ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM Após realizar o procedimento, a jovem apresentou febre, dor de cabeça…
Um procedimento estético simples, comum a maioria das mulheres, provocou um drama na vida de uma jovem de apenas 20 anos, após ela sofrer uma infecção nas unhas após ter ido à manicure coloca unhas em gel.
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Após realizar o procedimento, a jovem apresentou febre, dor de cabeça intensa e mal-estar constante, procurando uma unidade de saúde. Os sintomas levaram os profissionais a desconfiar, inicialmente, de meningite, posteriormente, no entanto, a jovem foi diagnosticada no Hospital Metropolitano de Alagoas com endocardite infecciosa, uma infecção grave que atinge o endocárdio — a camada interna do coração. A porta de entrada para a bactéria foi o procedimento estético realizado sem os devidos cuidados de esterilização.
De acordo com a médica Thays A’vila, o caso serve de alerta. “A endocardite infecciosa ocorre quando microrganismos, como bactérias, entram na corrente sanguínea e se instalam no coração. Isso pode acontecer a partir de pequenas feridas na pele ou mucosas. No caso dessa paciente, a infecção teve origem em um procedimento estético feito sem a adequada esterilização dos materiais”, explica a médica.
A jovem segue em tratamento e passa bem, sob acompanhamento da equipe médica do Hospital Metropolitano.
PROIBIÇÃO DE SUBSTÂNCIAS
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu, em outubro deste ano, a utilização de duas substâncias que podem estar presentes em produtos usados para fazer unhas ou esmaltação em gel, que precisam ser expostos à luz ultravioleta ou LED. As substâncias são o TPO (óxido de difenil [2,4,6-trimetilbenzol] fosfina) e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), também conhecido como dimetiltolilamina (DMTA). A resolução foi aprovada nesta quarta-feira (29).
O objetivo é proteger a saúde das pessoas que utilizam esses produtos e principalmente dos profissionais que trabalham com eles. Segundo a Anvisa, o DMPT pode causar câncer em humanos e o TPO é tóxico para a reprodução e pode prejudicar a fertilidade.



