domingo, março 15, 2026
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Lula fez gesto político, mas limitará esforço


Dosimetria: Lula fez gesto político, mas limitará esforço para manter veto | Foto: Edgar Su/Reuters

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai trabalhar para manter o veto ao projeto da redução de penas aos envolvidos no 8 de janeiro e na trama golpista, mas estabeleceu um limite para esse esforço no Congresso Nacional. A ordem, segundo líderes ouvidos pela CNN Brasil, é não esgarçar a relação…

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai trabalhar para manter o veto ao projeto da redução de penas aos envolvidos no 8 de janeiro e na trama golpista, mas estabeleceu um limite para esse esforço no Congresso Nacional. A ordem, segundo líderes ouvidos pela CNN Brasil, é não esgarçar a relação com a cúpula do Legislativo.

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Lula fez questão de vetar o projeto durante o ato realizado nessa quinta-feira (8), em Brasília, em memória dos ataques às sedes dos Três Poderes. Mas a decisão, como informou a CNN Brasil, já estava precificada nos círculos próximos aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Os dois chefes do Legislativo já haviam, inclusive, sinalizado ao Palácio do Planalto que não estariam presentes no evento.

A oposição também deixou claro que vai trabalhar pela derrubada do veto. Uma vez confirmada a derrubada, partidos da base de Lula devem se encarregar de judicializar o tema e acionar o STF (Supremo Tribunal Federal).

O embate com a oposição sobre o veto tende a se dar mais no discurso político do que na articulação com o Congresso. Há, por exemplo, a intenção de estimular a mobilização da sociedade civil contra a redução de penas. É um movimento que reforça a polarização entre governo e bolsonarismo, alinhado à estratégia eleitoral de Lula.

Mas, nos bastidores, apesar do embate político sobre a redução de penas, a relação entre o Congresso e o Executivo está em bons termos. Já foram dados, por exemplo, diversos sinais em favor da aprovação de parte da agenda estratégica do governo para o ano eleitoral, que ainda aguarda aval dos deputados e senadores.

Um exemplo de um projeto de interesse de Lula que já está bem engatilhado é o que regulamenta o trabalho de entregadores por aplicativo. Também há indicativos considerados “positivos”, segundo os relatos, em relação à conclusão da tramitação de projetos como a PEC da Segurança.

O cenário não significa que Lula terá vida tranquila. Pode azedar o clima, por exemplo, a indicação de que o petista vetará parte das emendas aprovadas pelos parlamentares. O Planalto alega descumprimento do acordo que estabelece um teto para a evolução dos recursos ano a ano. No ano passado, o governo pagou um recorde de quase R$ 32 bilhões em emendas parlamentares.





Fonte: Alagoas 24h

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