sábado, março 14, 2026
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Navio de cruzeiro que chega a Maceió sofre inundação em alto-mar e assusta passageiros


Um navio de cruzeiro que saiu de Maceió no último dia 7, com paradas nos portos de Santos, em São Paulo, Búzios, no Rio de Janeiro, e Salvador, na Bahia e retorna hoje à capital alagoana sofreu inundação em alto-mar. O navio deve passar por vistoria realizada pela Capitania dos Portos, nesta quarta, 14. As…

Um navio de cruzeiro que saiu de Maceió no último dia 7, com paradas nos portos de Santos, em São Paulo, Búzios, no Rio de Janeiro, e Salvador, na Bahia e retorna hoje à capital alagoana sofreu inundação em alto-mar. O navio deve passar por vistoria realizada pela Capitania dos Portos, nesta quarta, 14. As informações são do g1 Pernambuco.

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O caso foi denunciado por uma família pernambucana que viajava a bordo e disse que viveu um “momento de terror” após a cabine onde estava ser invadida por uma inundação dentro do navio em alto-mar. O alagamento atingiu o décimo andar da embarcação, durante o trajeto entre os portos de Búzios, no Rio de Janeiro, e Salvador, na Bahia.

O incidente aconteceu na manhã da segunda-feira (12), em um navio da empresa MSC Cruzeiros. Ao g1, o economista Marcelo Barros, que viajava com a esposa, dois filhos e a sogra, contou que a família chegou a pensar que o navio estava afundando.

“Foi realmente momento de terror, porque a água começou a entrar pelas cabines e os corredores já estavam repletos de água. Por volta de 7h45, os camareiros bateram na porta dizendo que era fogo, inicialmente, porque não se sabia se tinha sido um curto-circuito. O que se imaginava é que, com a gente, no décimo andar, se a água estava entrando pelos corredores, os andares de baixo já estavam submersos”, contou.

Imagens enviadas ao g1 mostram os corredores do cruzeiro cheios d’água. Segundo Marcelo, cerca de 40 cabines foram atingidas pelo vazamento, afetando crianças, adultos e idosos. A informação repassada ao passageiro pela tripulação foi que um cano de água pressurizada teria estourado dentro do navio.

O g1 entrou em contato com a MSC Cruzeiros para confirmar o motivo do alagamento e as providências adotadas, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

De acordo com Marcelo, durante a ocorrência, os passageiros das cabines atingidas foram levados para um bar no oitavo andar, enquanto a equipe tentava escoar a água e secar os quartos.

O passageiro disse, ainda, que conseguiu uma cabine provisória por estar acompanhado da sogra, que está utilizando cadeira de rodas por causa de um problema no joelho. A maioria dos passageiros, no entanto, não teve a mesma alternativa.

“Nos levaram para um um bar no oitavo andar. Praticamente ninguém deu explicação de nada, não houve nenhum tipo de assistência. Basicamente, serviram água e bebida e a gente ficou sem informação nenhuma. Eu, como estou com uma pessoa em cadeira de roda, consegui um quarto, mas a maior parte das pessoas não conseguiu”, disse.

Ainda de acordo com o passageiro, após passarem o dia fora das cabines, muitos foram informados de que precisariam retornar aos quartos, que ainda estavam úmidos, por falta de acomodações disponíveis.

“Ficaram nesse bar praticamente o dia inteiro e à noite a informação que chegou é que não era possível fazer nada, não tinha cabine disponível, eles teriam que retornar para as cabines molhadas, úmidas”, disse.

Prejuízo material

Marcelo também relatou prejuízos materiais e criticou a assistência prestada pela empresa. Segundo ele, houve perda de celulares, danos a malas, roupas, sapatos e outros objetos pessoais.

“O revoltante dessa história toda é que é um cruzeiro, um sonho, aquela coisa toda, mas os momentos de terror que a gente passou foram terríveis. E o apoio foi muito precário (…) Perdi dois celulares que caíram na água, teve várias pessoas que tiveram malas danificadas sacolas, roupas, sapatos, chinelos, óculos, enfim, vários objetos pessoais também que se perderam porque o volume de água foi muito grande”, disse.

Segundo o economista, a MSC orientou os passageiros a entrar em contato por e-mail com a sede da empresa em São Paulo e ofereceu uma compensação de US$ 150.

Após o navio chegar a Salvador, Marcelo afirmou que procurou a Capitania dos Portos, que informou que uma vistoria deve ser realizada quando a embarcação atracar em Maceió.

“Ele [o comandante] disse que pediu explicação ao comandante do navio. Foi passado um relatório, eu não sei exatamente o teor, e ele disse que em Maceió a equipe da Capitania dos Portos está aguardando o navio chegar para fazer uma inspeção mais detalhada no navio”, informou.

 





Fonte: Alagoas 24h

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