sábado, março 14, 2026
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Will Bank tinha R$ 6,5 bilhões em depósitos de CDBs


O Will Bank teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central — Foto: Márcia Foletto

O Will Bank, controlado pelo grupo Master, foi retirada do Sistema Financeiro Nacional (SFN) após o Banco Central (BC) concluir que sua situação econômico-financeira era irreversível. A liquidação extrajudicial da instituição financeira, decretada nesta quarta-feira (dia 21), encerra as atividades do banco digital e pode levantar dúvidas entre clientes sobre o destino das contas, investimentos…

O Will Bank, controlado pelo grupo Master, foi retirada do Sistema Financeiro Nacional (SFN) após o Banco Central (BC) concluir que sua situação econômico-financeira era irreversível. A liquidação extrajudicial da instituição financeira, decretada nesta quarta-feira (dia 21), encerra as atividades do banco digital e pode levantar dúvidas entre clientes sobre o destino das contas, investimentos e cartões de crédito.

Com a medida, as operações do banco são interrompidas imediatamente. Movimentações como Pix, transferências e saques deixam de funcionar, e o acesso aos recursos passa a depender do processo de liquidação conduzido pelo Banco Central e do acionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por ressarcir parte dos valores dos clientes.

O Will Bank concentrava bilhões de reais em depósitos, sobretudo em Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Dados do Banco Central referentes a setembro de 2025 indicam que a instituição tinha R$ 6,508 bilhões a pagar nesses títulos. O banco digital chegou a ser preservado após a liquidação do Banco Master, em novembro de 2025, diante da expectativa de uma venda que garantisse sua continuidade. A alternativa, no entanto, não se concretizou após o descumprimento de pagamentos no arranjo da Mastercard, que levou ao bloqueio das transações com cartões e acelerou a decisão do BC pela liquidação.

Quem tinha dinheiro em conta ou investido em CDBs
Os valores mantidos em conta digital ou aplicados em CDBs do Will Bank estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos, até o limite de R$ 250 mil por CPF, considerando cada instituição financeira.

Com a liquidação, o dinheiro fica temporariamente indisponível. O ressarcimento será feito pelo FGC após o liquidante enviar a relação de credores. O cliente deverá se cadastrar no aplicativo oficial do FGC, confirmar seus dados e indicar uma conta em outro banco para receber os valores. Após essa etapa, o pagamento costuma ocorrer em poucos dias úteis, a partir da liberação no sistema do fundo.

Quem tinha cartão de crédito
Os cartões do Will Bank deixam de funcionar para compras presenciais e online. A suspensão ocorre porque a instituição perdeu acesso ao arranjo de pagamentos da Mastercard.

As compras já realizadas, no entanto, continuam válidas e precisam ser pagas. As faturas devem ser quitadas normalmente para evitar cobrança de juros ou negativação. Como o aplicativo do banco pode apresentar instabilidades, os boletos e orientações de pagamento tendem a ser enviados por e-mail ou disponibilizados pelo liquidante responsável.

O que fica bloqueado imediatamente:

Pix, transferências e TEDs
Saques em caixas eletrônicos
Novas compras com cartão
Movimentações pelo aplicativo
O acesso ao app pode permanecer apenas para consulta de informações, sem possibilidade de movimentação financeira.

Cuidados importantes
Clientes devem ficar atentos a tentativas de golpe. O FGC e o Banco Central não solicitam senhas, códigos ou pagamentos antecipados para liberar recursos. Todo o processo de ressarcimento ocorre exclusivamente pelos canais oficiais do fundo.

Também é recomendável guardar comprovantes de saldo, extratos e contratos de investimento, que podem ser úteis durante o processo de liquidação.

A liquidação do Will Bank integra o desdobramento do caso Master, que já resultou em uma série de intervenções do Banco Central e no maior acionamento da história do Fundo Garantidor de Créditos.





Fonte: Alagoas 24h

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