domingo, março 22, 2026
spot_img

Visita técnica no Litoral Norte avalia erosão, acessos e ocupação da orla para orientar gestão costeira de Maceió


O Comitê de Gestão da Orla é um colegiado paritário dividido entre corpo técnico e sociedade civil | Foto: Alisson Frazão/ Secom Maceió

Com o objetivo de realizar um diagnóstico territorial e subsidiar decisões técnicas sobre o ordenamento da orla marítima de Maceió, o Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental (Iplam) promoveu, nesta sexta-feira (23), uma visita técnica ao Litoral Norte da capital. A atividade integrou as ações do Comitê Gestor do Plano de Gestão…

Com o objetivo de realizar um diagnóstico territorial e subsidiar decisões técnicas sobre o ordenamento da orla marítima de Maceió, o Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental (Iplam) promoveu, nesta sexta-feira (23), uma visita técnica ao Litoral Norte da capital. A atividade integrou as ações do Comitê Gestor do Plano de Gestão Integrada da Orla Marítima (PGI) e percorreu o trecho entre os bairros de Jacarecica e Ipioca.

A visita concentrou-se na Unidade de Planejamento 3 (UP3) e reuniu representantes do poder público, sociedade civil, comunidade acadêmica e órgãos parceiros. O objetivo principal foi realizar uma leitura territorial in loco, avaliando a situação atual da orla, especialmente em relação à erosão costeira, aos acessos às praias e às transformações recentes no uso do solo.

Durante a ação, os participantes vistoriaram áreas estratégicas nas fozes dos principais rios da região: Sauaçuhy, Pratagy — na Praia da Sereia — e Jacarecica. As inspeções serviram para coletar informações técnicas que irão orientar encaminhamentos futuros do PGI, considerado um dos principais instrumentos de gestão costeira do município.

Segundo a diretora técnica do Iplam, Maya Neves, a iniciativa responde à necessidade de alinhar o planejamento às mudanças constantes do território. “A ocupação da orla é muito dinâmica. Precisamos observar de perto situações como o surgimento de comércio na faixa de areia e o avanço da erosão, para que as decisões não fiquem restritas às discussões em gabinete”, afirmou.

A atividade também contou com o apoio técnico do oceanógrafo e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Gabriel Le Campion, que contribuiu com análises ambientais e orientações técnicas, funcionando como uma capacitação prática para os membros do Comitê Gestor.

Para otimizar o planejamento da costa, Maceió foi dividida em três Unidades de Planejamento. A UP3, foco da visita, apresenta características distintas das demais áreas da cidade. De acordo com a diretora executiva de Estratégia e Planejamento Territorial do Iplam, Paula Rangel, essa subdivisão permite análises mais precisas. “A UP3, que vai de Jacarecica até Ipioca, possui um padrão de ocupação diferente, com maior presença de áreas preservadas, o que exige um olhar específico em relação à urbanização e à proteção ambiental”, explicou.

O agente de fiscalização ambiental do Iplam, Roberto Monteiro, destacou que a observação de campo fortalece o processo decisório. “O Comitê é um colegiado paritário, com participação do poder público, academia e sociedade civil. Vivenciar a realidade de cada trecho da orla permite construir soluções mais concretas e alinhadas ao futuro do planejamento urbano da capital”, concluiu.

As informações levantadas durante a visita técnica devem embasar as próximas discussões e propostas do Comitê Gestor do PGI, que atua na consolidação de políticas públicas voltadas ao equilíbrio entre desenvolvimento econômico, conservação ambiental e demandas sociais na zona costeira de Maceió.





Fonte: Alagoas 24h

Leia Também

- Publicidade -spot_img

ÚLTIMAS NOTÍCIAS