sexta-feira, março 20, 2026
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Casal suspeito de aplicar calotes de R$ 5 milhões em brechó de luxo é preso


Brechó de São José dos Campos é suspeito de calote milionário — Foto: Reprodução

Um casal investigado por suspeita de aplicar calotes por meio de um brechó de luxo foi preso nesta quinta-feira (29), no bairro Urbanova, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O caso foi revelado pelo Fantástico em janeiro do ano passado. A reportagem apurou que clientes de todo o Brasil acusam Francine Prado, dona do brechó…

Um casal investigado por suspeita de aplicar calotes por meio de um brechó de luxo foi preso nesta quinta-feira (29), no bairro Urbanova, em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

O caso foi revelado pelo Fantástico em janeiro do ano passado. A reportagem apurou que clientes de todo o Brasil acusam Francine Prado, dona do brechó online Desapego Legal, de aplicar golpes que somam até R$ 5 milhões. O marido dela, Filipe Prado dos Santos, também é suspeito de participação no esquema.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que a prisão ocorreu durante o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pela Justiça do Piauí.

Segundo a SSP, o casal foi localizado em uma residência no bairro Urbanova e encaminhado à delegacia. Durante a ação, um veículo foi apreendido. O caso foi registrado pela Delegacia de Investigações Criminais (Deic).

De acordo com a defesa, a ordem de prisão está relacionada a um caso envolvendo duas mulheres que se sentiram lesadas em um mesmo esquema ligado ao brechó. A defesa do casal disse ainda estar surpresa com a ordem de prisão e afirmou que a empresa entrou em recuperação judicial, com pedido aceito pela Justiça, com o objetivo de ressarcir os clientes.

O casal era investigado desde janeiro do ano passado, quando o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Polícia Civil passaram a apurar denúncias contra um brechó de luxo com sede em São José dos Campos, suspeito de aplicar calotes em centenas de clientes.

Na época, vítimas de diversas regiões do país relataram que entregaram joias, bolsas e roupas de grife para venda, mas não receberam os valores combinados nem tiveram os produtos devolvidos. Em um grupo de aplicativo de mensagens, mais de 200 pessoas se reuniram para relatar prejuízos.

Segundo a apuração, o prejuízo estimado chegava a R$ 5 milhões. Havia ainda quase 100 ações judiciais contra a empresa, além de diversos boletins de ocorrência registrados na Polícia Civil.

Defesa cita recuperação judicial

Ainda segundo a defesa, ouvida pelo g1 nesta quinta-feira, o brechó entrou em recuperação judicial, com pedido aceito pela Justiça, com o objetivo de ressarcir os clientes.

Por isso, os advogados afirmam que foram surpreendidos pela prisão realizada nesta quinta-feira, já que, segundo eles, a empresa estaria seguindo os trâmites legais para resolver as pendências financeiras.

Em janeiro do ano passado, a responsável pelo brechó chegou a admitir falhas administrativas durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, mas afirmou que os problemas seriam resolvidos. Na ocasião, a defesa também negou qualquer intenção de fraude.





Fonte: Alagoas 24h

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