Deivson Rocha Dantas morreu após ser mordido por tubarão em Olinda — Foto: Reprodução/Instagram
O adolescente Deivson Rocha Dantas, de 13 anos, que morreu após ser mordido na coxa por um tubarão na Praia Del Chifre, em Olinda, estava brincando com amigos no mar antes do ataque. Em entrevista à TV Globo, a prima da vítima, Lídia Emanuele, disse que o garoto foi retirado do mar pelos outros jovens, todos da mesma…
O adolescente Deivson Rocha Dantas, de 13 anos, que morreu após ser mordido na coxa por um tubarão na Praia Del Chifre, em Olinda, estava brincando com amigos no mar antes do ataque. Em entrevista à TV Globo, a prima da vítima, Lídia Emanuele, disse que o garoto foi retirado do mar pelos outros jovens, todos da mesma idade.
“[O tubarão] comeu quase a perna dele toda. A gente ligou para o Samu, mas eles não chegaram a tempo. Então, quem tirou ele foram os próprios amigos dele, da mesma idade dele. Tiraram ele do mar, arrastaram ele até ali, na esquina, botaram ele no chão. E ele também desmaiou, bateu a cabeça. E nisso ele já estava gelado”, contou.
O incidente aconteceu na quinta-feira (29), por volta das 14h. Lídia disse que foi à praia para chamar Deivson, que tinha saído de casa sem o consentimento da mãe. A parente, que tem 14 anos, falou que viu o animal e o momento em que os amigos resgataram a vítima.
“Eu estava lá na casa da minha avó. Ela mora ali mesmo [perto da praia], no segundo andar. Eu tinha descido porque meu tio tinha ligado para a mãe dele [Deivson], porque ele veio escondido para a praia, a mãe dele não sabia. Aí, nisso, quando eu cheguei aqui, o amigo dele já estava gritando e dizendo que o tubarão pegou ele. Só consegui ver a barbatana e um pouco do tubarão. Ele era grande”, afirmou.
Ainda segundo a adolescente, após retirarem o jovem do mar, ela e os amigos do primo arranjaram um carro para levar Deivson ao Hospital do Tricentenário, localizado em Bairro Novo, em Olinda. “Um pastor chegou da igreja e a gente conseguiu que ele o levasse para o hospital”, disse.
Embora a praia tenha placas de sinalização com alertas sobre risco de incidentes com tubarão, o local, de acordo com a jovem, não tem posto de guarda-vidas, o que dificulta o socorro às vítimas.



