Médicos da Uncisal reagem a corte de R$2 milhões. Foto: cortesia/Arquivo
Os médicos que atuam nas unidades da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) irão se reunir em assembleia geral na próxima terça-feira (17), às 19h, no auditório do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), para definir estratégias diante da insatisfação da categoria com o corte de R$ 2 milhões no orçamento mensal…
Os médicos que atuam nas unidades da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) irão se reunir em assembleia geral na próxima terça-feira (17), às 19h, no auditório do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), para definir estratégias diante da insatisfação da categoria com o corte de R$ 2 milhões no orçamento mensal da autarquia, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Entre as medidas que poderão ser votadas pelos profissionais estão a suspensão de atendimentos em determinadas unidades, a redução do expediente médico ou, em uma medida considerada mais radical pela categoria, a paralisação dos serviços.
Segundo o Sinmed, a redução no repasse financeiro impacta diretamente os médicos que atuam nas unidades que compõem as unidades da Uncisal: a Maternidade Escola Santa Mônica, o Hospital Escola Portugal Ramalho e o Hospital Escola Dr. Hélvio Auto.
A presidente do Sinmed/AL, Sílvia Melo, informou que a decisão da Sesau compromete a sustentabilidade financeira da instituição e atinge diretamente os profissionais da rede.
Ela explica que os profissionais recebem um complemento salarial que corresponde a cerca de 40% do vencimento base. O adicional foi instituído para compensar uma defasagem histórica na tabela salarial, mas, segundo a dirigente sindical, a redução no repasse à Uncisal coloca em risco o pagamento desse valor.
Para Sílvia Melo, a situação é preocupante porque as unidades desempenham papel essencial na rede estadual de saúde.
“É inadmissível que hospitais vitais para a rede estadual sejam sistematicamente relegados ao fim da lista de prioridades. O descaso tornou-se insustentável e exige um basta imediato por parte do Poder Público”, desabafou a representante dos médicos.
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A presidente do sindicato afirmou ainda que já foram realizadas diversas tratativas com gestores da saúde estadual na tentativa de reverter o corte orçamentário, mas, segundo ela, não houve avanço nas negociações.
Diante do impasse,a categoria irá decidir em assembleia quais medidas serão adotadas. Entre as possibilidades está a deflagração de uma paralisação caso não haja revisão da decisão.
“Não aceitaremos mais que o orçamento da Uncisal seja usado como ferramenta de precarização. A saúde pública e seus profissionais merecem respeito”, finalizou a sindicalista.



