Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A defesa de Jair Bolsonaro apresentou nesta terça-feira (17) um novo pedido de prisão domiciliar após o ex-presidente ser internado no último dia 13. Ele foi levado ao hospital após apresentar um quadro de broncopneumonia. Os advogados argumentam que o capitão apresenta quadro de fragilidade clínica relevante. Também apontam que a falta de observação rigorosa…
A defesa de Jair Bolsonaro apresentou nesta terça-feira (17) um novo pedido de prisão domiciliar após o ex-presidente ser internado no último dia 13. Ele foi levado ao hospital após apresentar um quadro de broncopneumonia.
Os advogados argumentam que o capitão apresenta quadro de fragilidade clínica relevante. Também apontam que a falta de observação rigorosa poderia resultar em “pneumonia broncoaspirativa, insuficiência respiratória aguda, eventos cardiovasculares, traumatismos decorrentes de quedas e até morte súbita”, o que seria motivo o suficiente para justificar a transferência para a prisão domiciliar.
A defesa também anexa ao pedido laudo médico do dia 10 de fevereiro de 2026 que comprovaria a necessidade de ele ser vigiado continuamente, o que não poderia ser feito de maneira efetiva na Papudinha, onde Bolsonaro está preso, pela falta de “condições materiais de garantir observação médica permanente e resposta imediata a intercorrências respiratórias graves”, argumenta a defesa.
A última internação do ex-presidente comprovaria a necessidade da transferência, “evidenciando que a estabilidade relativa descrita nos relatórios anteriores dependia justamente da observância rigorosa dessas medidas assistenciais.”
O pedido já havia sido confirmado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no último sábado (14). Segundo o pré-candidato à presidência, seu pai não poderia ficar tanto tempo em cárcere e sozinho.
A informação havia sido adiantada por Beatriz Manfredini, repórter e colunista da Jovem Pan. Interlocutores ouvidos pela coluna avaliam que o quadro mais delicado do capitão da reserva nesta internação, somado ao desgaste sofrido pelo Judiciário com o caso Master e ao trabalho de aliados do ex-presidente nos bastidores, aumentam as chances da defesa de conseguir o benefício humanitário.
Pedido negado
No início deste mês, o ministro Alexandre de Moraes voltou a negar um pedido da defesa do ex-presidente para que ele fosse levado à prisão domiciliar, alegando que a Papudinha não tem estrutura suficiente para os atendimentos médicos. A decisão de Moraes foi referendada pela Primeira Turma da Corte.
Na decisão, o Moraes disse que as instalações da Papudinha, em Brasília, onde o ex-presidente está preso, oferecem atendimento médico adequado. Além disso, o ministro afirmou que a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, ocorrida no ano passado, também é um óbice ao deferimento do pedido.



