quinta-feira, março 19, 2026
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MP aciona prefeitura em AL e cobra nomeação de aprovados em concurso


O Ministério Público do Estado de Alagoas entrou na Justiça para obrigar a Prefeitura de Lagoa da Canoa a nomear candidatos aprovados em concurso público realizado em 2023. A ação civil pública, com pedido liminar, foi ajuizada pela Promotoria de Justiça de Feira Grande após a identificação de possíveis irregularidades na convocação e nomeação dos…

O Ministério Público do Estado de Alagoas entrou na Justiça para obrigar a Prefeitura de Lagoa da Canoa a nomear candidatos aprovados em concurso público realizado em 2023.

A ação civil pública, com pedido liminar, foi ajuizada pela Promotoria de Justiça de Feira Grande após a identificação de possíveis irregularidades na convocação e nomeação dos aprovados.

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MP aponta irregularidades e cobra nomeações

De acordo com o MPAL, há indícios de que candidatos aprovados dentro do número de vagas não foram nomeados. Enquanto isso, outros teriam sido convocados em quantidade superior ao previsto em determinados cargos.

O concurso, regido pelo Edital nº 001/2023, ofertou 91 vagas em 48 cargos, com oportunidades para níveis fundamental, médio, técnico e superior.

Segundo o promotor Lucas Schitini, a investigação revelou um cenário preocupante:

  • possível favorecimento indevido
  • tratamento desigual entre candidatos
  • descumprimento da ordem classificatória
  • violação aos princípios da legalidade e isonomia

Temporários ocupando vagas de concursados

Outro ponto crítico apontado pelo Ministério Público é o alto número de contratações temporárias no município.

Segundo o órgão, pessoas contratadas de forma temporária estariam ocupando funções que deveriam ser preenchidas por servidores concursados, inclusive com candidatos aprovados aguardando nomeação.

Para o MP, essa prática pode indicar substituição irregular de servidores efetivos, descumprimento do concurso público e também prejuízo aos candidatos aprovados.

Diante disso, o órgão pede que a Justiça obrigue o município a nomear não apenas os aprovados dentro das vagas, mas também candidatos do cadastro de reserva, quando houver cargos vagos ocupados por temporários.

Prefeitura também é cobrada por falta de transparência

Durante a apuração, o Ministério Público identificou falhas no Portal da Transparência da prefeitura. Segundo o MPAL, informações importantes sobre servidores, cargos e contratações estavam desatualizadas ou incompletas.

Na ação, o órgão pede que o município passe a divulgar de forma clara e atualizada a lista de servidores efetivos, comissionados e temporários. Além disso, também devem ser divulgados os salários detalhados, cargos existentes, ocupados e vagos e dados sobre contratações temporárias.

A medida busca garantir o cumprimento da Lei de Acesso à Informação e da Lei de Responsabilidade Fiscal.





Fonte: Alagoas 24h

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