Gasolina
Entidades do setor de combustíveis divulgaram nesta sexta-feira (20) uma nota conjunta em que pedem medidas do governo federal para reduzir o risco de desabastecimento no Brasil. A nota é assinada pela Fecombustíveis e pelo Sincopetro, que representam o varejo, pela Abicom, que reúne importadoras de petróleo, pela Refina Brasil, que representa refinarias, e pelo…
A nota é assinada pela Fecombustíveis e pelo Sincopetro, que representam o varejo, pela Abicom, que reúne importadoras de petróleo, pela Refina Brasil, que representa refinarias, e pelo Sindicom e BrasilCom, que representam distribuidoras.
Segundo o documento, as entidades acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus impactos sobre o mercado internacional de petróleo e derivados.
“Diante desse cenário se faz necessária a adoção de providências, com a maior brevidade possível, de modo a evitar o agravamento dos riscos de desabastecimento nacional.”
Em um cenário de forte volatilidade externa, as entidades consideram importante esclarecer os fatores que influenciam a formação do preço dos combustíveis, diz a nota.
As entidades explicam que o diesel vendido nos postos é chamado de “diesel B”. Ele é composto por 85% de diesel “A” e 15% de biodiesel.
Portanto, mudanças no diesel “A” não são repassadas automaticamente nem de forma integral ao produto vendido ao consumidor.
O tamanho desse efeito depende, entre outros fatores, da proporção da mistura obrigatória, do custo do biodiesel, do ICMS, do frete, dos custos operacionais e da origem do produto, dizem as entidades.
Segundo as entidades, o aumento de R$ 0,38 no diesel “A”, anunciado pela Petrobras, representaria cerca de R$ 0,32 por litro no diesel “B”, que é o produto comprado pelos consumidores.
Outro exemplo citado pelas entidades são os leilões realizados pela Petrobras, nos quais o diesel “A” tem sido negociado entre R$ 1,80 e R$ 2 por litro. Segundo as entidades, esse valor está acima do preço de referência das refinarias da própria companhia.
A nota também destaca que parte relevante do abastecimento nacional vem de refinarias privadas e de importadores. Essas empresas não atuam na extração de petróleo no Brasil e praticam preços do diesel “A” de acordo com as referências internacionais.
As oscilações no preço do petróleo e dos derivados tendem a se refletir em toda a cadeia, ainda que de forma desigual e influenciadas por vários fatores, dizem as entidades.
Segundo a nota, o pacote do governo que zerou PIS/Cofins e concedeu subsídio de R$ 0,32 por litro de diesel ainda não entrou em vigor.
As entidades afirmam que a redução de impostos e os subsídios anunciados pelo governo federal têm impacto relevante. No entanto, os efeitos no preço final ao consumidor dependem da estrutura de formação do diesel, da forma de abastecimento e da tributação ao longo de toda a cadeia.



