Ação é considerada uma das mais importantes no combate ao crime
A Polícia Penal de Alagoas desarticulou estratégias de facções criminosas durante a 10ª edição da Operação Mute, realizada entre os dias 18 e 20 de março. A ofensiva, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), mobilizou agentes para revistas minuciosas no Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano, e no Presídio Feminino Santa…
A Polícia Penal de Alagoas desarticulou estratégias de facções criminosas durante a 10ª edição da Operação Mute, realizada entre os dias 18 e 20 de março. A ofensiva, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), mobilizou agentes para revistas minuciosas no Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano, e no Presídio Feminino Santa Luzia, em Maceió.
Durante as varreduras simultâneas em celas e pavilhões, os policiais localizaram bilhetes, cartas e substâncias entorpecentes que seriam utilizados para articular delitos fora das unidades prisionais. A Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) ainda contabiliza o volume total do material apreendido, mas já confirma o impacto direto na estrutura das organizações que operam no estado.
De acordo com o policial penal Carlos Voss, secretário executivo de Gestão Penitenciária da Seris, a ação – que teve como objetivo o “silenciamento” do crime, interceptando comunicações ilícitas e retirando entorpecentes de circulação dentro do sistema carcerário – reforça a política de segurança estadual:
“A Operação Mute tem como base o combate a qualquer forma de comunicação do reeducando com o meio externo, impedindo ordens de crimes e articulações entre facções e entre grupos criminosos. É tolerância zero no Estado de Alagoas contra o crime organizado”.
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Impacto Nacional
A Operação Mute é executada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) em todo o território brasileiro. A iniciativa foca especialmente na retirada de aparelhos celulares e na interceptação de mensagens manuscritas, ferramentas cruciais para a manutenção do poder de líderes criminosos atrás das grades.
Os números das nove fases anteriores impressionam e demonstram a capilaridade da operação:
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7.542 celulares retirados de circulação;
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35.056 policiais penais envolvidos;
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34.837 celas inspecionadas em todo o país.





