Alagoas registrou queda no consumo de álcool e drogas entre estudantes de 13 a 17 anos, segundo dados divulgados nesta terça-feira (31) pela Superintendência do IBGE, com base na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024. A redução ocorre em comparação a 2019, resultado de mudanças de comportamento e políticas de prevenção, mas os…
Alagoas registrou queda no consumo de álcool e drogas entre estudantes de 13 a 17 anos, segundo dados divulgados nesta terça-feira (31) pela Superintendência do IBGE, com base na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024. A redução ocorre em comparação a 2019, resultado de mudanças de comportamento e políticas de prevenção, mas os números ainda revelam desigualdades relevantes por gênero e tipo de escola.
Bebidas alcoólicas
No estado, 48,9% dos adolescentes já experimentaram bebida alcoólica, índice abaixo da média nacional (53,6%). Em 2019, esse percentual era de 54,3%, indicando queda de cerca de 10%. Em Maceió, a redução foi ainda mais expressiva: caiu de 63,1% para 49,8%, uma diminuição de aproximadamente 21%.
Apesar da melhora geral, o consumo segue maior entre as meninas. Em Alagoas, 51,4% das estudantes já experimentaram álcool, contra 46,3% dos meninos. Na capital, a diferença é ainda mais acentuada: 56,4% entre as mulheres e 43,2% entre os homens — o que significa que elas consomem cerca de 31% mais.
Outro dado que chama atenção é a precocidade. Entre os adolescentes que já beberam, 25,8% iniciaram o consumo até os 13 anos. Embora tenha havido redução em relação a 2019 (28,1%), o número ainda preocupa. Em Maceió, o índice caiu de 33,8% para 26,6%.
Drogas ilícitas
O uso de drogas ilícitas também apresentou queda. Em Alagoas, 5,8% dos estudantes relataram já ter experimentado alguma substância, contra 6,6% em 2019 — uma redução de cerca de 12%. Em Maceió, a queda foi ainda mais significativa: de 10,3% para 6,9%, recuo de aproximadamente 33%.
Mesmo assim, a desigualdade entre redes de ensino aumentou. No estado, 6,2% dos alunos da rede pública já usaram drogas, frente a 3,8% da rede privada. Na capital, a diferença é ainda mais marcante: 8,8% contra 4,0%, mais que o dobro. Em 2019, essa distância era bem menor, o que evidencia o agravamento da desigualdade.
A maconha aparece como a substância ilícita mais consumida. Em Alagoas, 2,3% dos estudantes relataram uso recente (nos últimos 30 dias), enquanto em Maceió o índice sobe para 3,0%. Já o uso de outras drogas ilícitas ficou em 1,3% tanto no estado quanto na capital.
O início precoce também ocorre no consumo de drogas. Em Alagoas, 2,3% dos adolescentes afirmaram ter começado até os 13 anos, com maior incidência entre os meninos. Em Maceió, o percentual é de 2,2%.
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A PeNSE 2024 ouviu cerca de 6.700 estudantes em 161 escolas de Alagoas, entre instituições públicas e privadas. A pesquisa investiga fatores de risco e proteção à saúde de adolescentes, incluindo hábitos de vida, saúde mental e ambiente escolar.
Os dados mostram avanço na redução do consumo, mas reforçam a necessidade de políticas públicas mais direcionadas, especialmente para reduzir desigualdades e retardar o início do contato com álcool e drogas.



