Colisão traseira deixou cinco feridos, três deles presos às ferragens, me Junqueiro
Na manhã o dia 26 de janeiro de 2026, uma colisão traseira envolvendo um veículo a serviço de uma empresa de assistência médica em domicílio deixou cinco pessoas feridas e desencadeou uma batalha por auxílio que perdura até hoje. O acidente, ocorrido a uma velocidade estimada de 160 km/h, aconteceu no Km 185 da rodovia…
Na manhã o dia 26 de janeiro de 2026, uma colisão traseira envolvendo um veículo a serviço de uma empresa de assistência médica em domicílio deixou cinco pessoas feridas e desencadeou uma batalha por auxílio que perdura até hoje. O acidente, ocorrido a uma velocidade estimada de 160 km/h, aconteceu no Km 185 da rodovia BR-101, no município de Junqueiro, a 117 quilômetros de Maceió.
Três vítimas ficaram presas às ferragens, incluindo uma criança de 1 ano e 6 meses que ficou em estado grave, um outro menor, que teve luxação no fêmur, e uma mulher, que continua precisando de auxílio médico. Imediatamente após o resgate das ferragens, as vítimas foram transportadas para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, onde receberam os primeiros atendimentos de urgência e emergência.
Agora, quase três meses após a tragédia, o motorista do automóvel atingido e sua família denunciam que a empresa envolvida – responsável pelo sinistro – ignora os pedidos de socorro médico e financeiro, apesar de promessas iniciais de suporte.
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De acordo com ele, a equipe da empresa não tomou a iniciativa de prestar auxílio, apesar da culpa comprovada. “[…] a equipe lá da empresa que trabalha também com medicina não entrou em contato com a gente, né? A gente que teve que entrar em contato com eles, eles alegaram que tinham interesse de resolver, mas até agora nada […]”.
Ele explica ainda que a família evitou levar o caso à Justiça inicialmente na esperança de um acordo amigável: “A gente ainda não judicializou porque pensou que eles poderiam estar nos ajudando, né, de maneira mais incisiva com todos os custos que a gente teve nesse negócio […]”.

Sequelas e urgência médica
O impacto da batida destruiu o carro da família — que teve perda total — e deixou marcas profundas nos ocupantes. Além das costelas quebradas de sua esposa e de uma luxação de fêmur em seu filho menor de idade, o motorista confirma que a situação de Andreia, outra familiar que estava no carro, é a mais crítica no momento.
Ela sofre com uma infecção grave nos fixadores externos de sua perna – colocados em um primeira cirurgia realizada no HGE, em Maceió – e necessita de uma nova intervenção cirúrgica imediata que a família não pode custear.
“O que a gente precisa hoje com urgência é uma cirurgia para Andreia porque tem uma certa infecção nos fixadores dela”, afirma o motorista. O procedimento precisa ser realizado de forma particular, uma vez que a distância de mil quilômetros até Salvador, cidade natal da família, inviabiliza o transporte pelo SUS, dada a fragilidade do quadro clínico da paciente.
Trauma psicológico e silêncio corporativo
O sofrimento da família ultrapassa a dor física. A filha de Andreia, menor de 2 anos, que foi socorrida pelo serviço aeromédico após o acidente, carrega traumas psicológicos severos. A família conta que a criança não consegue entrar em um carro sem entrar em desespero e chorar compulsivamente.
Enquanto as dívidas médicas se acumulam e o estado de saúde de Andreia piora, a empresa envolvida no acidente adia constantemente uma solução. “A gente entra em contato, ‘ah, vai resolver semana que vem, vai semana que vem’, e nisso já vamos passando algum tempo e a gente não consegue resolver da melhor maneira possível”, desabafa o motorista, que agora teme pela vida da familiar devido à gravidade da infecção.
Laudo da PRF confirma responsabilidade em acidente
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) emitiu laudo técnico oficial sobre a colisão traseira envolvendo os dois veículos VW Polo e concluiu que o acidente ocorreu devido à “reação tardia ou ineficiente do condutor” do segundo veículo – a serviço da empresa de assistência médica em domicílio – que não manteve a distância de segurança necessária em relação ao carro da família que seguia à sua frente.
De acordo com o levantamento pericial, ambos os veículos trafegavam no sentido Aracaju-Maceió. O automóvel da família seguia pela faixa da direita quando o outro veículo colidiu violentamente contra sua traseira.
Após o impacto, a força da colisão projetou ambos os carros para fora da pista:
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O veículo da família rodou e parou no acostamento, voltado para o sentido contrário.
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O veículo causador atravessou o acostamento e parou em uma área de vegetação.
Os peritos da PRF descartaram fatores externos ou falhas na via como causas do acidente. O documento ressalta ainda que o trecho é uma reta, com pista seca e visibilidade plena sob luz solar e que não foram encontrados vestígios de frenagem ou defeitos mecânicos que pudessem eximir o condutor do segundo veículo de sua responsabilidade.
O laudo confirma que o impacto ocorreu diretamente na faixa de rolamento, sem que houvesse tempo para qualquer manobra evasiva eficaz por parte da vítima e reforça que o condutor do segundo veículo falhou em observar as normas de circulação e conduta, especificamente o dever de guardar distância segura lateral e frontal entre os veículos.




