Paulo Dantas segue à frente da chefia do Executivo estadual
Dez governadores e dez prefeitos de capitais renunciaram a seus mandatos para disputar outros cargos na eleição deste ano, como exige a lei, segundo levantamento do g1. O prazo de desincompatibilização terminou na noite de sábado (4), a seis meses do primeiro turno. A regra é válida para quem ocupa cargos no Poder Executivo, com…
Dez governadores e dez prefeitos de capitais renunciaram a seus mandatos para disputar outros cargos na eleição deste ano, como exige a lei, segundo levantamento do g1.
O prazo de desincompatibilização terminou na noite de sábado (4), a seis meses do primeiro turno. A regra é válida para quem ocupa cargos no Poder Executivo, com o objetivo de evitar o uso da máquina pública em favor das candidaturas.
Entre os governadores que renunciaram, dois são pré-candidatos à Presidência da República — Romeu Zema e Ronaldo Caiado —, e oito devem disputar o Senado, que neste ano vai renovar 54 das 81 cadeiras. Veja os nomes e clique sobre eles para saber mais:
Acre: Gladson Cameli (PP)
Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB)
Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB)
Goiás: Ronaldo Caiado (PSD)
Mato Grosso: Mauro Mendes (União)
Minas Gerais: Romeu Zema (Novo)
Pará: Helder Barbalho (MDB)
Paraíba: João Azevêdo (PSB)
Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL)
Roraima: Antonio Denarium (PP)
Quando o governador deixa o cargo, o vice assume e pode ser candidato a um novo mandato. É o que deve acontecer na maioria dos estados. No Rio de Janeiro, há uma situação diferente: como Cláudio Castro estava sem vice, que foi nomeado para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, haverá uma nova eleição para um mandato-tampão até o fim do ano. O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se será uma eleição direta, com votos dos eleitores, ou indireta, em que somente os deputados estaduais podem votar.
A saída do cargo não confirma a candidatura, mas é uma condição exigida. A oficialização só ocorrerá em agosto, após as convenções partidárias e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Governadores que podem tentar a reeleição não precisam deixar o cargo enquanto são candidatos. O mesmo vale para o presidente Lula (PT). São eles:
Amapá: Clécio Luís (União)
Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT)
Ceará: Elmano de Freitas (PT)
Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP)
Pernambuco: Raquel Lyra (PSD)
Piauí: Rafael Fonteles (PT)
Santa Catarina: Jorginho Mello (PL)
São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD)
Há também os governadores que vão concluir o mandato e decidiram não disputar a eleição.
Alagoas: Paulo Dantas (MDB)
Amazonas: Wilson Lima (União)
Maranhão: Carlos Brandão (sem partido)
Paraná: Ratinho Junior (PSD)
Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT)
Rio Grande do Sul: Eduardo Leite (PSD)
Rondônia: Marcos Rocha (PSD)
Tocantins: Wanderlei Barbosa (Republicanos)
Eduardo Leite pretendia ser candidato a presidente e perdeu a disputa no PSD para Ronaldo Caiado, governador de Goiás. No caso de Fátima Bezerra, houve uma reviravolta: o plano de tentar o Senado foi frustrado porque o vice, Walter Alves, se negou a assumir o lugar dela. Ele quer ser candidato a deputado estadual.
Quem são os prefeitos com planos eleitorais
Os prefeitos de capitais que renunciaram devem disputar os governos de seus estados. A lista inclui Eduardo Paes, do Rio, que tentará pela segunda vez se eleger governador, o prefeito do Recife, João Campos, e João Henrique Caldas, o JHC, que trocou o PL pelo PSDB em Maceió. Clique sobre os nomes para saber mais.
Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro
Lorenzo Pazzolini (Republicanos), ex-prefeito de Vitória
João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife
Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís
Cícero Lucena (MDB), ex-prefeito de João Pessoa
David Almeida (Avante), ex-prefeito de Manaus
Dr. Furlan (PSD), ex-prefeito de Macapá
Tião Bocalom (PSDB), ex-prefeito de Rio Branco
Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista
João Henrique Caldas (PSDB), ex-prefeito de Maceió



