Sem “estrelas” de 2022, PL teme perder 1 milhão de votos à Câmara em SP | Foto: Câmara dos Deputados
O PL (Partido Liberal) projeta uma perda de até 1 milhão de votos para deputado federal no estado de São Paulo, na comparação com os resultados de 2022, como impacto da ausência de seus três “puxadores” nas urnas há quatro anos: Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles. LEIA MAIS NOTÍCIAS DA POLÍTICA NACIONAL E…
O PL (Partido Liberal) projeta uma perda de até 1 milhão de votos para deputado federal no estado de São Paulo, na comparação com os resultados de 2022, como impacto da ausência de seus três “puxadores” nas urnas há quatro anos: Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles.
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Juntos, os três conquistaram pouco mais de 2,3 milhões de votos em 2022, mas nenhum deles se candidatará novamente à Câmara pelo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Eduardo, o filho Zero Três de Bolsonaro, decidiu morar nos Estados Unidos alegando perseguição judicial no Brasil. Zambelli foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e presa por invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Salles migrou para o Novo e agora busca uma vaga de senador.
Para diminuir o impacto, o PL aposta suas fichas em Lucas Pavanato, vereador mais votado da cidade de São Paulo em 2024, com propostas como proibir o uso de banheiros femininos por mulheres trans, e em lideranças religiosas dispostas a testar seus nomes nas urnas.
Porém, segundo relatos feitos à CNN, sem os três puxadores de votos, a projeção para o estado de São Paulo é de até 1 milhão de votos a menos.
Usando projeções de coeficiente eleitoral, o PL calcula que a redução do desempenho obrigará seus candidatos a deputado federal por São Paulo a conquistar cerca de 85 mil votos para se eleger em 2026 — eram aproximadamente 70 mil em 2026.
Apesar da diminuição em território paulista, a legenda projeta aumento da bancada total na Câmara. O PL fechou a janela partidária com 97 deputados, número muito próximo do que havia garantido nas urnas em 2022 — depois houve saídas.
Nas contas da cúpula da sigla, serão de 120 a 150 eleitos em 2026. Um dos maiores ganhos previstos está em Minas Gerais, onde foram eleitos 11 parlamentares há quatro anos e espera-se agora chegar a 20.
O ganho seria um efeito direto da maior popularidade do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que deve se transformar em maior carro-chefe de votos do partido em todo o país nas eleições para a Câmara.



