Ave marinha é retirada de praia em Alagoas e reacende alerta sobre gripe aviária | Foto: Cortesia
Uma ave marinha foi retirada da praia por populares em Alagoas e levada para casa, segundo informou o Instituto Biota de Conservação neste sábado (11). O caso foi comunicado um dia após reunião entre órgãos públicos que discutiu medidas de enfrentamento à gripe aviária no estado. LEIA MAIS NOTÍCIAS DE MACEIÓ E DA REGIÃO METROPOLITANA…
Uma ave marinha foi retirada da praia por populares em Alagoas e levada para casa, segundo informou o Instituto Biota de Conservação neste sábado (11). O caso foi comunicado um dia após reunião entre órgãos públicos que discutiu medidas de enfrentamento à gripe aviária no estado.
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De acordo com o instituto, a ave é uma pardela-de-bico-amarelo (Calonectris borealis), espécie migratória que costuma aparecer no litoral brasileiro. O animal apresentava sinais de debilidade ao ser encontrado.
Segundo o biólogo João Antônio, essas aves se deslocam do hemisfério norte para o hemisfério sul em busca de alimento ou reprodução. Parte delas pode encalhar nas praias quando está debilitada ou doente.
O Biota informou que, em casos como esse, a orientação é não tocar nem recolher o animal. A recomendação é acionar o instituto para que os órgãos ambientais adotem os procedimentos adequados.
O episódio ocorre em meio ao monitoramento da gripe aviária H5N1 no estado. Na sexta-feira (10), o Ministério Público do Estado de Alagoas realizou uma reunião com órgãos técnicos para discutir ações de enfrentamento ao vírus, diante da ausência de um plano estadual específico.
Participaram do encontro representantes de instituições como IMA, Adeal, Sesau, BPA, UVZ, Lacen e o próprio Instituto Biota, que iniciaram a elaboração de uma proposta de plano de ação.
Em nível nacional, o Ministério da Agricultura e Pecuária prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária no país. A medida está em vigor desde 2023, após a confirmação de casos do vírus H5N1 em aves silvestres no Brasil.
O Instituto Biota disponibiliza canais de atendimento para o registro de ocorrências com animais encalhados, por meio de envio de fotos, vídeos e localização.



