quarta-feira, abril 15, 2026
spot_img

Morte do elefante-marinho Leôncio: PF busca responsáveis


A Polícia Federal (PF) iniciou a investigação oficial para identificar e prender os autores da morte do elefante-marinho conhecido como “Leôncio”, ocorrida recentemente em Jequiá da Praia, no litoral sul de Alagoas.

Leia também: Fim da saga de Leôncio: elefante-marinho raro é encontrado morto após percorrer praias de Alagoas

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a corporação mobilizou seus canais de denúncia após laudos técnicos confirmarem que o animal não morreu por causas naturais, mas foi vítima de uma ação humana brutal por instrumento cortante dentro de uma Unidade de Conservação Federal.

Reprodução

Denúncia sobre a morte do elefante-marinho Leôncio

O procurador da República Lucas Horta, responsável pela requisição do inquérito, baseou-se no laudo de necropsia que comprovou politraumatismo grave. O documento revela que as lesões foram sofridas enquanto o animal ainda estava vivo, configurando crime contra a fauna conforme a Lei nº 9.605/98. Por ter acontecido na Reserva Extrativista (Resex) Marinha de Jequiá da Praia, o caso está sob jurisdição federal, e as penas podem ser agravadas.

Veja mais: Morte de Leôncio: MPF exige investigação da PF após indícios de crime ambiental

Para acelerar a captura dos responsáveis, a PF divulgou um cartaz oficial reforçando que qualquer informação sobre a morte do elefante-marinho conhecido como ‘Leôncio’, ocorrida recentemente em Jequiá da Praia/Al ajudará nas investigações conduzidas pela Polícia Federal. O órgão garante que “todas as informações serão tratadas como confidenciais e a identidade do comunicante preservada”.

Audiência pública

O caso gerou tamanha comoção que a Assembleia Legislativa de Alagoas realizou uma audiência pública para debater falhas nos protocolos de monitoramento e proteção da biodiversidade costeira.

O procurador Lucas Horta destacou a importância de uma resposta firme do Estado: “Casos como esse evidenciam a importância da proteção da fauna silvestre e do respeito às áreas de conservação. A responsabilização é parte dessa proteção, mas também é preciso reforçar a conscientização da sociedade”.

ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM

Como denunciar

As autoridades pedem que a população colabore através do Instagram oficial @pfalagoas ou pelo telefone (82) 3216-6767. O prazo inicial para a conclusão das diligências urgentes é de 90 dias.

Veja outras matérias produzidas pelo Alagoas24Horas sobre o animal:





Fonte: Alagoas 24h

Leia Também

- Publicidade -spot_img

ÚLTIMAS NOTÍCIAS