quarta-feira, abril 22, 2026
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Defesa Civil de Maceió alerta para riscos


Órgão municipal realizou monitorameto em cooperação técnica com a Defesa Civil de Rio Largo. | Foto: Cimadec/ Defesa Civil Maceió

A Defesa Civil de Maceió emitiu nesta quarta-feira, 22, um informativo técnico urgente que denuncia o crescimento descontrolado de uma voçoroca na Mata do Rolo, em Rio Largo. O relatório aponta que a erosão saltou de 990 m² para 7.600 m² em apenas dez anos, um avanço de mais de 660% que coloca em risco…

A Defesa Civil de Maceió emitiu nesta quarta-feira, 22, um informativo técnico urgente que denuncia o crescimento descontrolado de uma voçoroca na Mata do Rolo, em Rio Largo. O relatório aponta que a erosão saltou de 990 m² para 7.600 m² em apenas dez anos, um avanço de mais de 660% que coloca em risco iminente a vida de moradores e a infraestrutura da Região Metropolitana.

Leia também: Rio Largo decreta emergência após cratera gigante na Mata do Rolo; entenda o caso

Um abismo que não para de crescer

A tecnologia de escaneamento a laser (LiDar) revelou números alarmantes: o volume de solo já erodido ultrapassa os 486 mil metros cúbicos. Se nenhuma medida for tomada agora, a projeção técnica indica que o “buraco” pode dobrar de tamanho, atingindo 15 mil m² até 2030.

A fragilidade do solo, somada às chuvas intensas e à ocupação urbana desordenada, criou o cenário perfeito para a degradação. Segundo o estudo, o lançamento irregular de esgoto e a falta de drenagem adequada são os principais “combustíveis” para o avanço da cratera.

Famílias a um passo do perigo

A situação mais dramática envolve o risco habitacional. O documento técnico destaca que existem residências localizadas a menos de oito metros da borda da voçoroca. A proximidade extrema torna o risco de desabamentos estruturais uma ameaça constante e imediata para essas famílias.

O órgão recomenda a proibição imediata de novas construções e a execução de obras de contenção para frear o desastre ambiental e social.

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Medidas de emergência

Para evitar uma tragédia, a Defesa Civil recomenda um plano de ação rígido que inclui:

  • Monitoramento contínuo da estabilidade do solo;

  • Proibição total de novos empreendimentos na zona de risco;

  • Fiscalização ambiental rigorosa contra descarte de efluentes;

  • Obras definitivas de drenagem e saneamento básico.

O órgão alerta que a omissão do poder público diante deste fenômeno pode gerar impactos sociais e econômicos irreversíveis. A rapidez com que a erosão evolui exige que o caso seja tratado com prioridade máxima pelas autoridades competentes.





Fonte: Alagoas 24h

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