quinta-feira, maio 7, 2026
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Patroa suspeita de agredir empregada doméstica grávida no Maranhão é presa em Teresina, no Piauí


Ainda de acordo com Brandão, a investigação segue em andamento para identificar todos os envolvidos e tomar as medidas cabíveis. Além disso, a vítima das agressões está recebendo toda a assistência necessária.

A Justiça do Maranhão havia decretado, nesta quinta, a prisão preventiva da empresária, após pedido da Polícia Civil. Na quarta-feira (6), equipes da polícia foram à casa de Carolina Sthela para intimá-la a prestar depoimento, mas ela não foi encontrada. No local, havia apenas uma funcionária que, segundo a polícia, foi chamada às pressas para assumir o serviço.

O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, após a vítima registrar um boletim de ocorrência. Ela afirmou que foi agredida depois de ser acusada de roubar joias da ex-patroa.

Doméstica foi ameaçada de morte

A jovem descreveu as agressões que sofreu. Segundo ela, levou puxões de cabelo, socos e murros e foi derrubada no chão. Durante os ataques, tentou proteger a barriga, pois está grávida de cinco meses.

Ainda de acordo com o depoimento, a ex-patroa a acusou de ter roubado uma joia e passou horas procurando o objeto. O anel foi encontrado dentro de um cesto de roupas sujas.

Mesmo após a joia ser localizada, as agressões continuaram, segundo a vítima. Ela afirmou ainda que, em determinado momento, foi ameaçada de morte por Carolina Sthela caso contasse à polícia o que havia acontecido.

“Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros… foi sem parar. Eles não se importavam”, disse a jovem.

No depoimento, a jovem relatou ainda que um homem, não identificado, participou das agressões. Segundo ela, o suspeito foi até a casa para pressioná-la com violência. Ela o descreveu como “alto”, “forte” e “moreno”.

A OAB classificou o caso como tortura agravada, além de lesão corporal, ameaça e calúnia.

Procurada pelo g1, a empresária Carolina Sthela afirmou, por meio de nota, que colabora com as investigações e que apresentará sua versão no momento oportuno. Ela também declarou que repudia qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade, e pediu que não haja “julgamento antecipado” enquanto o caso é apurado (veja mais abaixo a nota na íntegra).





Fonte: Alagoas 24h

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