Sede da Defensoria Pública de Pernambuco, no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife — Foto: Reprodução/Google Street View
Uma babá teve os próprios bens bloqueados pela Justiça após ser vítima de uma fraude praticada pelos patrões em Ipojuca, no Grande Recife. De acordo com a Defensoria Pública de Pernambuco, que atuou na defesa da trabalhadora, ela era usada como “laranja” em uma empresa fraudulenta. Os nomes dos envolvidos e da empresa processada não foram divulgados….
Uma babá teve os próprios bens bloqueados pela Justiça após ser vítima de uma fraude praticada pelos patrões em Ipojuca, no Grande Recife. De acordo com a Defensoria Pública de Pernambuco, que atuou na defesa da trabalhadora, ela era usada como “laranja” em uma empresa fraudulenta.
Os nomes dos envolvidos e da empresa processada não foram divulgados. Após a defesa dela entrar com uma ação, o bloqueio foi revertido por outra ordem judicial, com a liberação imediata dos valores bloqueados das contas bancárias da babá.
Segundo o órgão, a mulher acreditava estar assinando documentos relacionados à formalização do vínculo de trabalho. No entanto, foi incluída de forma fraudulenta como sócia administradora de uma empresa, mesmo sem ter qualquer conhecimento técnico e participação nos negócios da companhia.
Ainda de acordo com o processo, a babá não havia manifestado vontade consciente de participar da administração da empresa criada pelos patrões.
A instituição informou, ainda, que os criminosos se utilizaram da vulnerabilidade social da trabalhadora para abrir negócios em situação irregular.
A Defensoria disse também que o desbloqueio das contas da babá foi determinado por meio de uma concessão de tutela de urgência, tipo de decisão judicial liminar que antecipa a sentença definitiva de um caso.
O g1 procurou a Defensoria Pública para saber mais detalhes do caso e se os patrões da babá também respondem a um processo criminal, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.



