A Justiça determinou a perda do mandato de um conselheiro tutelar do município de Porto Real do Colégio, acusado de cometer crimes sexuais contra adolescentes assistidas pelo próprio Conselho Tutelar da cidade. A decisão foi proferida pela juíza Alana Mendonça Oliveira Sobral, que reconheceu a incompatibilidade moral do investigado para o exercício da função pública…
A Justiça determinou a perda do mandato de um conselheiro tutelar do município de Porto Real do Colégio, acusado de cometer crimes sexuais contra adolescentes assistidas pelo próprio Conselho Tutelar da cidade. A decisão foi proferida pela juíza Alana Mendonça Oliveira Sobral, que reconheceu a incompatibilidade moral do investigado para o exercício da função pública e determinou a posse do suplente ao cargo.
O nome do acusado não foi divulgado em razão da natureza do processo e da proteção das vítimas, que são menores de idade. O ex-conselheiro é investigado por uma série de estupros de vulneráveis e outros abusos sexuais praticados contra adolescentes atendidas pelo órgão.
O número de meninas que teriam sido vítimas do investigado é grande, e pode crescer ainda mais. As denúncias apontam que ele utilizava a função que exercia para se aproximar das famílias e conquistar a confiança das vítimas sem despertar suspeitas. Algumas das vítimas já foram ouvidas e confirmaram atos de assédio e abuso sexual praticados pelo conselheiro que frequentemente se dirigia até a casa das vítimas e realizava convites para encontros em locais isolados, inclusive motéis.
As vítimas seguem acompanhando o andamento do processo juntamente com seus familiares, enquanto aguardam a responsabilização criminal do acusado. O caso continua em tramitação na Justiça de Porto Real do Colégio, e não está descartada a possibilidade de surgirem novas denúncias ao longo das investigações.
O delegado regional Rômulo Andrade também foi procurado para comentar o caso. Ele confirmou ter conhecimento das denúncias formuladas pelas vítimas há alguns meses, mas destacou que não havia como se aprofundar no caso porque todo o procedimento foi executado diretamente pelo Ministério Público.



