Agentes de fiscalização do Iplam constataram a irregularidade
Fiscais do Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental (Iplam), em parceria com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra), flagraram a empresa BRK despejando esgoto de forma irregular no bairro da Jatiúca, em Maceió, nesta terça-feira (19). A descoberta ocorreu durante mais uma etapa da “Operação Línguas Sujas”, iniciativa que combate crimes ambientais…
Fiscais do Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental (Iplam), em parceria com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra), flagraram a empresa BRK despejando esgoto de forma irregular no bairro da Jatiúca, em Maceió, nesta terça-feira (19).
A descoberta ocorreu durante mais uma etapa da “Operação Línguas Sujas”, iniciativa que combate crimes ambientais na capital. Os agentes comprovaram a fraude usando testes de corante e notificaram a concessionária, que agora enfrenta a possibilidade de multas pesadas após o fechamento imediato do duto clandestino com areia e concreto.
Corante na água revela o aaminho da poluição
A equipe técnica do Iplam descobriu a ligação clandestina ao injetar um corante especial na caixa de passagem de esgoto. Em poucos minutos, a tinta coloriu a galeria pluvial — rede que deveria transportar apenas a água da chuva —, revelando a conexão criminosa.
“O esgoto sanitário estava sendo desviado para a rede pluvial e o destino final, neste caso, era a praia”, explica Patrícia Raquel, agente de fiscalização ambiental, do Iplam.
O impacto dessa prática vai muito além do mau cheiro. O descarte incorreto degrada rios e lagoas, destrói a balneabilidade das praias e gera prejuízos diretos para o turismo e para a economia de Maceió, além de colocar em risco a saúde de moradores e turistas.
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O que diz a Lei?
A manobra da BRK viola diretamente a Lei Municipal nº 4.548/1996, que proíbe terminantemente a introdução de efluentes sanitários no sistema de drenagem urbana. A infração gerou um relatório técnico detalhado. Agora, a BRK tem um prazo de 30 dias para apresentar sua defesa prévia aos órgãos municipais, sob risco de sofrer sanções financeiras severas.
A Jatiúca não é um caso isolado. Desde o seu lançamento, a “Operação Línguas Sujas” já identificou o mesmo problema em bairros como Farol, Guaxuma, Ponta Verde e Pajuçara. Apenas nos primeiros três meses deste ano, os fiscais já contabilizaram 110 casos de línguas sujas espalhadas pela cidade.
Como denunciar
A preservação das belezas naturais de Maceió depende de todos. Se você notar coloração estranha na água, mau cheiro perto de galerias ou saídas suspeitas na praia, denuncie imediatamente:



