O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) afirmou que o fim da escala 6×1 dará aos trabalhadores “tempo para fazer sexo em paz”. A declaração foi feita na noite desta quarta-feira (27/5), na tribuna na Câmara dos Deputados, enquanto o plenário analisava Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho….
O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) afirmou que o fim da escala 6×1 dará aos trabalhadores “tempo para fazer sexo em paz”. A declaração foi feita na noite desta quarta-feira (27/5), na tribuna na Câmara dos Deputados, enquanto o plenário analisava Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho.
Ao anunciar voto favorável à proposta, o parlamentar argumentou que a mudança melhora a qualidade de vida dos trabalhadores e fortalece a convivência familiar.
“A 5×2 garante aos trabalhadores e trabalhadoras o direito de melhor honrar e criar sua família, além de querer também cuidar de sua saúde”, declarou. Em seguida, acrescentou que, com mais tempo livre, as pessoas poderiam “ter mais filhos” e “fazer sexo em paz e com mais tranquilidade”.
No discurso, Isidório também comparou a atual rotina de trabalho à escravidão. “Nós não somos escravos, trabalhadores e trabalhadoras não são escravos. São seres humanos, têm dignidade”, afirmou.
Destaques retirados
Ao todo, foram apresentados sete destaques (pedidos de análise em separado de trechos específicos do relatório de Leo Prates). Porém, seis foram retirados pelos autores após negociação. Está em análise um destaque do Partido Liberal, sobre a transição de 60 dias. O líder, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse “não deixar o povo ser enganado. Queremos transição imediata”.
Na terça-feira (26/5), Sóstenes havia dito que a bancada passará a defender a escala 4×3. A cúpula da Câmara pretendia aprovar o texto do deputado baiano sem alteração na comissão, a fim de evitar ruídos.
Trata-se de uma proposta prioritária para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na véspera do período eleitoral. A discussão foi travada e atrasada em uma semana por falta de acordo sobre a transição. O acordo foi costurado no início da semana por Motta e Lula.
Entre os pontos acordados pelos dois, estão a transição total de 14 meses e exceções, como a quem ganha mais de R$ 22 mil. Esse grupo não vai se sujeitar às regras de escala e jornada, desde que não supere o teto de 40 horas. Isso não se aplica a funcionários públicos e funcionários de estatais. Lula e Motta também acordaram medidas de apoio para os Microempreendedores Individuais (MEIs).



