Vítima mostrou ferimentos em publicação nas redes sociais — Foto: Redes sociais/ Reprodução
O morador agredido por um guarda municipal de folga em frente a uma igreja evangélica de Balneário Camboriú (SC) fez ao menos 17 boletins de ocorrência sobre o som alto vindo do templo. Segundo Tiago Alves, o problema se arrasta há 4 anos e afeta o bem-estar do filho autista de 9 anos. A agressão, flagrada em vídeo, ocorreu em…
O morador agredido por um guarda municipal de folga em frente a uma igreja evangélica de Balneário Camboriú (SC) fez ao menos 17 boletins de ocorrência sobre o som alto vindo do templo. Segundo Tiago Alves, o problema se arrasta há 4 anos e afeta o bem-estar do filho autista de 9 anos.
A agressão, flagrada em vídeo, ocorreu em 18 de maio, após o morador ter ido até o local para falar sobre o som da instituição. Em nota, a igreja repudiou a violência pelo guarda, que assistia ao culto, e disse que todas as adequações e exigências determinadas pela Justiça sobre o barulho foram feitas.
A Guarda Municipal instaurou um procedimento administrativo para apurar o envolvimento do servidor. O homem, que não teve o nome divulgado, foi afastado das ruas e segue nas funções administrativas.
Tiago afirmou morar em uma casa próxima à igreja há 20 anos. Em 2024, as denúncias dele resultaram em um processo que tramita na 1ª Vara Criminal da Comarca. Em maio de 2025, o Ministério Público (MP) apresentou uma denúncia contra o templo religioso sobre poluição sonora.
À época, segundo o MP, o Judiciário reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva e que foi deferida uma medida cautelar para que o local fizesse isolamento acústico no local sob pena de multa e eventual suspensão das atividades da igreja em caso de descumprimento.
“No curso do processo, entretanto, a instituição promoveu medidas de regularização e adequação acústica do imóvel. Após a realização de nova perícia pela Polícia Científica, constatou-se que os níveis de ruído passaram a se encontrar abaixo dos limites legais e normativos aplicáveis”, disse o MP.
Atualmente, o processo aguarda a citação dos envolvidos.
Procurada desde segunda-feira (25), a Polícia Civil disse apenas que o caso da agressão foi distribuído para uma delegacia de Balneário Camboriú. A reportagem questionou sobre as denúncias do barulho no local, mas detalhes não foram repassados.



