Foto: Rafael Ribeiro/Confederação Brasileira de Futebol
O Brasil viaja desacreditado para os Estados Unidos, já que o retrospecto recente não é nada bom, mas os torcedores mais supersticiosos não se incomodam com esse cenário. Isso porque a Seleção Brasileira costuma se dar bem justamente quando chega em baixa. E o contrário é verdadeiro: quando entra no torneio como favorita, a decepção…
O Brasil viaja desacreditado para os Estados Unidos, já que o retrospecto recente não é nada bom, mas os torcedores mais supersticiosos não se incomodam com esse cenário. Isso porque a Seleção Brasileira costuma se dar bem justamente quando chega em baixa. E o contrário é verdadeiro: quando entra no torneio como favorita, a decepção é quase sempre certa.
Apesar do momento da Seleção Brasileira não ser dos melhores, o Grupo C é bastante acessível. Não à toa, o Brasil é o favorito nas casas de apostas a terminar na liderança. Na sequência aparecem Marrocos, Escócia e Haiti. Por isso, com o início do Mundial, muitos torcedores que vão apoiar a “amarelinha”, ou até mesmo outras seleções, querem saber Onde encontrar o código promocional Betboom no Torcedores para dar os seus palpites. Afinal, cada jogo oferece diferentes possibilidades de resultados.
Desde 2023, a Seleção vive um período de instabilidade. Trocas de comando, atuações irregulares, derrotas marcantes e desconfiança da torcida fizeram parte do caminho até o Mundial. O time embarca pressionado pela tradição da camisa e pela sensação de que ainda precisa convencer dentro de campo.
Mesmo assim, Copa do Mundo costuma ter vida própria. A preparação importa, o ciclo pesa, mas a competição muitas vezes muda o rumo das narrativas. O Brasil já viveu outros momentos de incerteza antes de conquistar títulos que hoje fazem parte da memória mais importante do futebol nacional.
Quando a confiança era pouca em 1970
A eliminação traumática de 1966, na Inglaterra, ainda pesava. O Brasil, campeão em 1958 e 1962, caiu cedo naquele Mundial e voltou para casa cercado por críticas, dúvidas e sensação de fim de ciclo.
Pelé já era o maior nome do futebol mundial, mas também carregava marcas daquele fracasso. Depois de sofrer entradas duras em 1966 e deixar a competição machucado, muita gente questionava se ele ainda conseguiria ser decisivo em alto nível. Havia quem dissesse que Pelé estava “morto” para o futebol.
A preparação também foi turbulenta. João Saldanha deixou o comando pouco antes do Mundial, e Zagallo assumiu em meio a questionamentos sobre a formação ideal. Existia ainda a dúvida sobre como tantos craques poderiam jogar juntos sem desequilibrar a equipe.
No México, o Brasil respondeu em campo. Com Pelé, Jairzinho, Tostão, Gérson, Rivelino e Carlos Alberto Torres, a Seleção conquistou o tricampeonato dando show e passou a ser apontada como uma das maiores equipes da história.
O tetra após 24 anos de espera
Em 1994, o Brasil chegou aos Estados Unidos carregando outro peso: eram 24 anos sem conquistar uma Copa. A Seleção de Carlos Alberto Parreira não era unanimidade e recebia críticas pelo estilo considerado mais pragmático do que brilhante.
Mesmo assim, o grupo encontrou equilíbrio dentro da competição. Romário assumiu o protagonismo, Bebeto foi decisivo, Dunga liderou o meio-campo e Taffarel cresceu nos momentos mais importantes.
A campanha não ficou marcada por grandes espetáculos. Ficou marcada pela eficiência. Quando a Copa terminou, o Brasil havia encerrado um longo jejum e conquistado o então inédito tetracampeonato numa final histórica contra a Itália.
O penta nasceu em meio às críticas
O caso de 2002 talvez seja o mais parecido com o sentimento atual de desconfiança. O Brasil sofreu nas Eliminatórias, trocou de treinador durante o ciclo e chegou ao Mundial da Coreia do Sul e do Japão sem grande entusiasmo.
Luiz Felipe Scolari enfrentou críticas pela convocação, principalmente pela ausência de Romário. Além disso, Ronaldo e Rivaldo ainda carregavam dúvidas físicas depois de lesões graves. Havia talento, mas também havia medo, cobrança e pouca certeza.
Bastou a Copa começar para a história mudar. Com Ronaldo decisivo, Rivaldo em grande fase, Ronaldinho surgindo como estrela mundial e uma equipe bem ajustada por Felipão, o Brasil venceu todos os jogos e conquistou o pentacampeonato.
Agora, em 2026, a Seleção desembarca nos Estados Unidos tentando transformar desconfiança em combustível. O ciclo recente foi pesado, a confiança do torcedor não é das maiores e a cobrança será intensa desde a estreia.
Mas a camisa brasileira carrega uma memória que nenhum momento ruim apaga. Em outras Copas, o Brasil também chegou desacreditado, ouviu críticas, enfrentou dúvidas e encontrou respostas dentro de campo. A esperança está justamente aí: quando uma Copa do Mundo começa, a história deixa de ser previsão e passa a ser oportunidade.



