segunda-feira, junho 22, 2026
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Jovem que morreu após ser lançada sem cordas em rope jump planejava se casar em breve, diz família


Morte em rope jump: imagens em novo ângulo flagram reação de pessoas após jovem ser lançada de ponte no interior de SP — Foto: Reprodução/EPTV

A família de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser lançada sem cordas durante um salto de rope jump, disse que a jovem pretendia se casar em breve. “Duda nutria muitos sonhos para o futuro. Estava em um relacionamento de namoro e planejava se casar em breve, com o desejo…

A família de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser lançada sem cordas durante um salto de rope jump, disse que a jovem pretendia se casar em breve.

“Duda nutria muitos sonhos para o futuro. Estava em um relacionamento de namoro e planejava se casar em breve, com o desejo de construir a sua própria família e proporcionar a seus avós a alegria de conhecerem seus filhos. Todos esses projetos de vida foram ceifados”, diz nota divulgada.

 

Em outro trecho do relato, a família classifica a tragédia como “inaceitável” e pediu por justiça.

“Neste momento de luto, a Família Rodrigues, acompanhada por sua assessoria jurídica, busca por justiça. É fundamental que todas as responsabilidades sejam apuradas com rigor e que todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados por suas ações e omissões.”

 

Imagens gravadas por um novo ângulo mostram o momento em que Maria Eduarda foi lançada de uma altura de cerca de 40 metros da Ponte do Esqueleto em Limeira (SP). A EPTV, afiliada da TV Globo, teve acesso nesta segunda-feira (22) a registros inéditos que também flagraram a reação das pessoas no local.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas — Foto: ReproduçãoMaria Eduarda Rodrigues de Freitas — Foto: Reprodução

Veja a nota da família na íntegra:

“NOTA DA FAMÍLIA RODRIGUES – Em Memória de Nossa Amada Duda

É com uma dor imensurável e o coração desolado que a Família Rodrigues se dirige ao público neste momento tão difícil, após a trágica e prematura perda de nossa querida Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, carinhosamente conhecida como Duda, aos 21 anos. Sua partida abrupta interrompe uma vida cheia de planos e sonhos, deixando uma ausência profunda em todos nós que a amamos.

Maria Eduarda, nascida em 25 de dezembro, sempre foi um verdadeiro presente para nossa família. Desde pequena, Duda se destacava por sua alegria, seu bom humor e sua energia contagiante. Recordamos com carinho de cada momento e de nosso empenho em vê-la feliz.

Ela era uma jovem dedicada e estudiosa, com uma trajetória exemplar. Com formação em Nutrição Esportiva, estava cursando Educação Física e tinha previsão de concluir a graduação em 2027. Sua paixão pela área se refletia em seu trabalho como recepcionista e estagiária em uma academia da nossa cidade.

Duda nutria muitos sonhos para o futuro. Estava em um relacionamento de namoro e planejava se casar em breve, com o desejo de construir sua própria família e proporcionar a seus avós a alegria de conhecerem seus filhos. Todos esses projetos de vida foram ceifados.

O crime ocorrido com a nossa Duda no último sábado, 13 de junho de 2026, durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), ao ser lançada sem estar devidamente conectada aos equipamentos de segurança é inaceitável e está sob investigação da Polícia Civil. Este fato causa-nos uma profunda angústia e indignação.

Neste momento de luto, a Família Rodrigues, acompanhada por sua assessoria jurídica, busca por justiça. É fundamental que todas as responsabilidades sejam apuradas com rigor e que todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados por suas ações e omissões. Confiamos na atuação diligente da Polícia Civil e do sistema Judiciário para que os fatos sejam plenamente esclarecidos e que a memória de nossa Duda seja honrada com a busca pela justiça. Desejamos, acima de tudo, que a elucidação deste caso sirva de alerta para que situações como esta não se repitam, protegendo assim a vida de outros jovens.

Agradecemos imensamente o apoio, a solidariedade e o carinho recebidos de todos, bem como o papel da imprensa na busca pela verdade e na divulgação deste caso. Pedimos que a privacidade da família seja respeitada neste período de grande sofrimento.

A Família Rodrigues – Jandira/SP, 20 de junho de 2026.”

A Polícia Civil deverá concluir, nesta segunda-feira (22), o primeiro inquérito sobre a investigação.

O documento se refere à prisão em flagrante de três homens logo após a morte da jovem, no dia da tragédia, no sábado (13). Eles são os instrutores que aparecem em um vídeo lançando Maria Eduarda da ponte:

  • Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos
  • Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos
  • Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos

 

Os três tiveram a prisão convertida em preventiva e foram transferidos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba (SP) para o CDP II de Guarulhos (SP) para terem a integridade física resguardada, segundo o advogado Rafael Gomes dos Santos, que representa dois dos instrutores. Na semana passada, a Justiça negou pedido de habeas corpus.

Já na manhã de sábado (20), a polícia prendeu mais três pessoas de forma temporária. Os três integravam a equipe responsável pela organização e execução da atividade:

  • Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, no Rio de Janeiro (RJ). Responsável pela empresa informal que realizava os saltos;
  • João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35 anos, de Limeira;
  • Gabriel Barros Martins, de 30 anos, de Indaiatuba (SP).

 

“No curso das apurações, foram reunidos elementos que indicam possível supressão de provas relevantes para a investigação, especialmente relacionadas ao desaparecimento do equipamento de captação de imagens utilizado pela vítima durante o salto”, explica a delegada Andréa Levy.

 

Os três são suspeitos de apagar conteúdos digitais relevantes ao esclarecimento do caso e de desaparecer com a câmera que gravava o salto e que estava presa em Maria Eduarda, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) em nota.

A câmera é considerada essencial pelos investigadores para a reconstrução do caso.





Fonte: Alagoas 24h

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