Acusado de homicídio é preso após comprar imóvel em frente à casa de juiz | Foto: Cortesia
Um homem acusado de participar de duas tentativas de homicídio em São José da Tapera comprou um imóvel em frente à casa do juiz responsável pelo processo. LEIA MAIS NOTÍCIAS DA REGIÃO SERTÃO DE ALAGOAS ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM Segundo o despacho, o imóvel foi adquirido por Paulo Augusto de Lima Vieira,…
Um homem acusado de participar de duas tentativas de homicídio em São José da Tapera comprou um imóvel em frente à casa do juiz responsável pelo processo.
LEIA MAIS NOTÍCIAS DA REGIÃO SERTÃO DE ALAGOAS
ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM
Segundo o despacho, o imóvel foi adquirido por Paulo Augusto de Lima Vieira, que responde à ação penal ao lado de José Wanderson dos Santos e Anderson Florio da Silva. A compra levantou a hipótese de uma tentativa de aproximação com o magistrado. No entanto, até o momento, não há confirmação sobre a intenção do acusado.
Além disso, o juiz registrou que Paulo Augusto não apresentou documentos suficientes para esclarecer o contexto da aquisição. Após o episódio ser citado no processo, o acusado não voltou a ser visto pelo magistrado no condomínio.
Diante da situação, o Ministério Público de Alagoas pediu a prisão preventiva de Paulo Augusto. O pedido considera tanto o possível descumprimento de medidas cautelares quanto os novos fatos envolvendo o imóvel. Ainda assim, o juiz não analisou diretamente a solicitação, pois o processo está sob responsabilidade do Tribunal de Justiça de Alagoas, onde há um recurso em andamento.
Com isso, os autos foram encaminhados ao desembargador Tutmés Airan de Albuquerque Melo, relator do caso na Câmara Criminal.
A ação penal investiga duas tentativas de homicídio registradas em novembro de 2024, também em São José da Tapera. As vítimas são Lourivan Vieira e Luiz Edimário Nunes Santos. Em janeiro de 2026, a Justiça decidiu que há indícios suficientes para que os três acusados sejam julgados pelo Tribunal do Júri.
De acordo com a acusação, José Wanderson teria articulado o crime, enquanto Anderson Florio aparece como possível executor. Já Paulo Augusto teria auxiliado na coordenação e na fuga. As defesas contestam essa versão e recorreram da decisão.
O recurso será analisado pela Câmara Criminal nesta quarta-feira (29). Na sessão, os desembargadores poderão manter, modificar ou anular a decisão que levou o caso ao Júri, além de avaliar os novos elementos incluídos no processo.



