segunda-feira, agosto 3, 2026
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Convenções partidárias: veja o que disseram os presidenciáveis ao lançar suas candidaturas


Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema e Renan Santos já têm músicas circulando antes do início oficial da campanha; g1 analisou as letras, os estilos e o uso de inteligência artificial nos primeiros jingles da disputa presidencial. — Foto: Redes sociais

Cinco candidatos à Presidência entre os mais bem colocados nas pesquisas encerraram suas convenções partidárias com discursos que mesclaram exaltação a governos passados, ataques a adversários e primeiras propostas de campanha. O prazo para definição das candidaturas termina dia 5 de agosto, com registro no TSE até dia 15. Os partidos de Flávio Bolsonaro (PL),…

Cinco candidatos à Presidência entre os mais bem colocados nas pesquisas encerraram suas convenções partidárias com discursos que mesclaram exaltação a governos passados, ataques a adversários e primeiras propostas de campanha. O prazo para definição das candidaturas termina dia 5 de agosto, com registro no TSE até dia 15.

Os partidos de Flávio Bolsonaro (PL), Lula (PT), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) fizeram suas convenções nas últimas semanas. Dois deles ainda não definiram seus vices.

Veja o que os candidatos falaram durante os lançamentos de suas candidaturas:

Flávio Bolsonaro (PL)

 

O candidato Flávio Bolsonaro e sua esposa Fernanda no palco da convenção do PL neste sábado (25) — Foto: Jean Carniel/ReutersO candidato Flávio Bolsonaro e sua esposa Fernanda no palco da convenção do PL neste sábado (25) — Foto: Jean Carniel/Reuters

O Partido Liberal (PL) oficializou, em 25 de julho deste ano, durante convenção no Pacaembu, em São Paulo, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-R) à Presidência da República.

Flávio Bolsonaro iniciou seu discurso com um tom emocional, destacando o legado de seu pai, Jair Bolsonaro, a quem descreveu como um injustiçado e cuja imagem foi exibida via inteligência artificial.

O senador definiu sua candidatura como uma missão para “devolver o Brasil aos brasileiros” e uma luta “do bem contra o mal”, criticando duramente os governos do PT por corrupção, altos impostos e incompetência. Ele prometeu honrar os ensinamentos do pai e afirmou que, em 2027, ambos subiriam juntos a rampa do Planalto como um ato de justiça.

Em termos de propostas, Flávio focou no endurecimento das leis penais, sugerindo a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e a castração química para pedófilos. Ele também alertou para o risco de o Brasil se tornar uma ditadura sob o comando de Lula, especialmente com a possibilidade de novas indicações para o Supremo Tribunal Federal.

O discurso terminou com o lema “Deus, Pátria, família, liberdade e futuro”.

02.08.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante convenção Federação Brasil da Esperança, no Expo Center Norte, São Paulo - SP. — Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação02.08.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante convenção Federação Brasil da Esperança, no Expo Center Norte, São Paulo – SP. — Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

Lula oficializou sua candidatura à reeleição destacando sua trajetória histórica e comparando suas sete candidaturas presidenciais a participações em “Copas do Mundo”. Enfatizou o legado de seu governo, afirmando que não precisa “contar mentiras” ou inventar propostas, pois os resultados do PAC e os investimentos recordes nos estados e prefeituras validam sua gestão.

Um ponto de seu discurso foi o combate à violência contra a mulher, onde declarou que quem agride não deve votar nele, reafirmando o compromisso com leis de proteção, como o pacto contra o feminicídio e a lei do Pix para pensões alimentícias.

Para um eventual quarto mandato, o presidente estabeleceu como prioridades a resolução definitiva dos problemas da educação e o cuidado com a população idosa, visando criar programas que garantam lazer e dignidade aos mais velhos.

Ele também defendeu investimentos robustos na indústria de defesa e tecnologia, como a produção nacional de drones para vigilância de fronteiras e a exploração soberana de terras raras e minerais críticos. Lula concluiu posicionando-se como um “Lulinha porreta”, disposto a ser mais ousado em reformas estruturais e na transição energética para impedir o retorno da extrema-direita ao poder.

Renan Santos (Missão)

 

Missão oficializa candidatura de Renan Santos à Presidência da República — Foto: Reprodução / JNMissão oficializa candidatura de Renan Santos à Presidência da República — Foto: Reprodução / JN

Renan Santos (Missão) fez a convenção no primeiro dia do prazo, por videoconferência, o que é permitido pela lei. Ainda assim, o partido realizou em 1º de agosto um ato de lançamento da candidatura em São Paulo.

Durante o discurso na convenção, Renan relembrou sua trajetória de 12 anos de movimento político, desde a fundação do MBL em um “escritório mofado” até a criação do partido Missão. Ele rejeitou os rótulos de “terceira via” ou meramente “antipetista”, definindo sua candidatura como a “afirmação de uma geração” que se recusa a ser escrava do “sonho maldito” do PT ou da “farsa” do bolsonarismo. Renan criticou figuras como Sérgio Moro e Flávio Bolsonaro, chamando-os de “escravos” e “farsantes”, e declarou que seu grupo é o “escolhido” para mudar o destino do Brasil.

O candidato propôs metas como reduzir os homicídios para menos de 10 mil por ano, manter os juros abaixo de 6% e alfabetizar nove em cada dez crianças. Ele introduziu o conceito de “geração de sacrifício”, afirmando que seu governo exigirá trabalho árduo para colocar o Brasil entre as cinco maiores nações do mundo em 30 anos.

Romeu Zema (Novo) em convenção que confirmou a candidatura dele à Presidência — Foto: DivulgaçãoRomeu Zema (Novo) em convenção que confirmou a candidatura dele à Presidência — Foto: Divulgação

Romeu Zema apresentou-se como o candidato do “Brasil real”, ressaltando sua experiência no setor privado e sua gestão como governador de Minas Gerais, onde afirmou ter agido como “voluntário” ao abrir mão de privilégios e salários.

Ele criticou o PT, responsabilizando o partido pela destruição econômica de seu estado e por recessões nacionais, e posicionou-se como um gestor técnico que sabe “ralar” e enfrentar a burocracia estatal. Zema enfatizou que não possui “rabo preso” e que sua trajetória é marcada pela ausência de escândalos de corrupção ou nepotismo.

Na área de segurança e economia, Zema propôs classificar facções criminosas como organizações terroristas e construir um “superpresídio” na Amazônia para isolar seus líderes. Ele citou o modelo de El Salvador como inspiração para reduzir drasticamente os homicídios no país e prometeu dar um “choque na segurança pública”. Economicamente, destacou sua capacidade de atrair investimentos privados, como fez em Minas, visando transformar o Brasil em uma terra de oportunidades para atrair de volta os brasileiros que vivem no exterior.

Gilberto Kassab e Ronando Caiado em convenção nacional do PSD em São Paulo — Foto: ReproduçãoGilberto Kassab e Ronando Caiado em convenção nacional do PSD em São Paulo — Foto: Reprodução

O Partido Social Democrático (PSD) oficializou em 26 de julho, em convenção na sede do partido em São Paulo, a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República. O presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, foi confirmado como candidato a vice.

Caiado baseou seu discurso em sua experiência de 40 anos na vida pública e no sucesso de sua gestão em Goiás, que descreveu como o estado com a melhor educação e segurança do país. Ele se posicionou como uma alternativa à polarização entre Lula e o bolsonarismo, chamando os adversários de “maiores rejeitados da política” e criticando a falta de propostas de ambos.

Ele se autodenominou um “galo de terreiro”, acostumado à briga, e desafiou Lula para debates, afirmando que sua candidatura é a única capaz de libertar o país do narcotráfico e do petismo.





Fonte: Alagoas 24h

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