sábado, agosto 8, 2026
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Carga tributária bate recorde e chega a 32,4% do PIB


Com IR e IOF, carga tributária bate recorde e chega a 32,4% do PIB | Foto: CNN Brasil

A carga tributária bruta do Governo Geral brasileiro avançou de 30,3% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2023 para 32,4% do PIB em 2025, segundo a série histórica revisada divulgada pela Secretaria do Tesouro Nacional. O aumento acumulado foi de aproximadamente 2,1 pontos percentuais do PIB em dois anos, refletindo o aumento da arrecadação em…

A carga tributária bruta do Governo Geral brasileiro avançou de 30,3% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2023 para 32,4% do PIB em 2025, segundo a série histórica revisada divulgada pela Secretaria do Tesouro Nacional.

O aumento acumulado foi de aproximadamente 2,1 pontos percentuais do PIB em dois anos, refletindo o aumento da arrecadação em ritmo superior ao crescimento da economia.

De acordo com números levantados pela CNN Brasil, a elevação ocorreu principalmente por causa do avanço das receitas do Governo Central, com destaque para tributos sobre renda, lucros, ganhos de capital e contribuições sociais.

Esse é o maior percentual da série histórica do Tesouro Nacional, que iniciou em 2010.

EVOLUÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA BRUTA (% DO PIB)

  • 2010: 30,3% | —
  • 2011: 31,0% | +0,7
  • 2012: 30,6% | -0,4
  • 2013: 30,3% | -0,3
  • 2014: 29,5% | -0,8
  • 2015: 29,7% | +0,2
  • 2016: 29,8% | +0,1
  • 2017: 29,9% | +0,1
  • 2018: 30,4% | +0,5
  • 2019: 30,4% | 0,0
  • 2020: 29,2% | -1,2
  • 2021: 30,9% | +1,7
  • 2022: 31,2% | +0,3
  • 2023: 30,3% | -0,9
  • 2024: 32,2% | +1,9
  • 2025: 32,4% | +0,2

Vale ressaltar que os números seguem uma metodologia revisada pelo Tesouro Nacional, aplicada a toda a série histórica para garantir comparabilidade.

A revisão teve como principal objetivo adequar a classificação das receitas às normas internacionais de estatísticas fiscais.

Entre os ajustes realizados, o Tesouro retirou do cálculo:

  • receitas do FGTS;
  • contribuições destinadas ao Sistema S.

Esses valores deixaram de ser classificados como tributos na metodologia da Carga Tributária Bruta do Governo Geral. Com isso, os anos anteriores foram recalculados utilizando a mesma regra aplicada aos dados recentes.

GOVERNO CENTRAL FOI RESPONSÁVEL PELA MAIOR PARTE DA ALTA RECENTE

A elevação registrada em 2025 foi concentrada principalmente na União. Segundo o Tesouro Nacional, a variação da carga tributária por esfera de governo foi:

  • Governo Central: +0,26 ponto percentual do PIB
  • Estado: -0,10 ponto percentual do PIB
  • Municípios: +0,03 ponto percentual do PIB
  • Total : +0,18 ponto percentual do PIB

De acordo com o Tesouro Nacional, o avanço da carga tributária do governo central foi influenciado principalmente por receitas associadas ao:

De acordo com o Tesouro Nacional, o avanço da carga tributária do governo central foi influenciado principalmente por receitas associadas ao:

  • Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF);
  • Imposto sobre Operações Financeiras (IOF);
  • contribuições previdenciárias ao RGPS.

O Tesouro aponta que a elevação da arrecadação com a renda reflete o crescimento da massa salarial, enquanto o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) está associado a operações de câmbio e crédito. Já a alta nas contribuições ao RGPS foi influenciada pela expansão do emprego formal e pela reoneração da folha de pagamento.





Fonte: Alagoas 24h

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