Davi Alcolumbre | Foto: Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse nesta quarta-feira (12) que conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a “relação institucional do futuro”. “Não falamos nada do passado”, afirmou Alcolumbre após ser questionado por jornalistas se havia tratado com o petista da indicação do governo para o Supremo Tribunal…
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse nesta quarta-feira (12) que conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a “relação institucional do futuro”.
“Não falamos nada do passado”, afirmou Alcolumbre após ser questionado por jornalistas se havia tratado com o petista da indicação do governo para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Os dois estavam rompidos desde que o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF. Foi a primeira vez que isso ocorreu desde 1894.
Alcolumbre não atuou para ajudar o governo a angariar votos a favor de Messias. Minutos antes do resultado da votação, o presidente do Senado chegou a prever que o advogado-geral da União seria derrotado por oito votos.
“Teve uma reunião institucional muito importante para a democracia porque o presidente do Congresso precisa ter o diálogo aberto com o presidente do Brasil e esse diálogo foi restabelecido tanto que já tivemos duas reuniões muito boas e produtivas pensando no Brasil. Esse é o meu papel e eu creio que é o dele também”, declarou Alcolumbre.
Em duas semanas, o presidente do Senado se reuniu duas vezes com o presidente Lula.
No encontro desta quarta, que durou cerca de duas horas, Lula e Alcolumbre conversaram sobre as pautas consideradas prioritárias pelo governo e que ainda não andaram no Senado.
Entre os temas de interesse do governo que enfrentam dificuldades na Casa estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública.
O governo também tem interesse na aprovação da Medida Provisória (MP) que acabou com a chamada “taxa das blusinhas” e de propostas relacionadas à exploração de minerais críticos e terras raras.
Nos bastidores, a avaliação é que o avanço da agenda do Palácio do Planalto no Senado dependia de uma reaproximação entre os dois.
A retomada do diálogo começou na semana passada, durante um jantar na casa do ministro do STF Alexandre de Moraes.



