Homem que morreu engasgado com cuscuz é identificado | Foto: Cortesia
O homem de 41 anos, identificado como José Pinheiro da Silva Junior, morreu após se engasgar enquanto comia cuscuz, nessa quarta-feira (12), em uma residência situada em uma vila na rua São Nicolau, no bairro Brasília, em Arapiraca, no Agreste alagoano. De acordo com as informações apuradas, a vítima ainda tentou buscar ajuda no quintal…
O homem de 41 anos, identificado como José Pinheiro da Silva Junior, morreu após se engasgar enquanto comia cuscuz, nessa quarta-feira (12), em uma residência situada em uma vila na rua São Nicolau, no bairro Brasília, em Arapiraca, no Agreste alagoano.
De acordo com as informações apuradas, a vítima ainda tentou buscar ajuda no quintal de casa, mas perdeu a consciência, sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a equipe médica apenas constatou o óbito no local.
O laudo emitido pelo perito médico-legista Germano Jatobá, do Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, atestou que a causa da morte foi asfixia mecânica decorrente do engasgo. Segundo o especialista, alimentos farelentos como o cuscuz podem representar sérios riscos quando consumidos muito secos ou de forma rápida, já que pequenas partículas podem se desprender e bloquear a traqueia.
“Esse tipo de ocorrência é observado com frequência em pessoas idosas, principalmente em razão da sarcopenia, que é a perda progressiva de massa e força muscular. A condição pode comprometer a capacidade de mastigação e deglutição, aumentando o risco de engasgos”
Moradores relataram às autoridades que a vítima seria usuária de drogas e teria passado parte do dia inalando thinner. O perito destacou que o consumo de entorpecentes e de álcool reduz consideravelmente os reflexos de proteção das vias aéreas, dificultando a resposta do organismo diante de obstruções.
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O especialista também destaca a importância da prevenção da sarcopenia, principalmente por meio da prática regular de atividade física e de uma alimentação equilibrada, medidas que contribuem para a manutenção da força e da massa muscular.
Após os exames de necropsia, o corpo foi liberado para os procedimentos fúnebres.
O que fazer em caso de engasgo?
Nos casos em que a pessoa ainda consegue tossir, respirar ou falar, é importante incentivá-la a tossir com força e continuamente. Não se deve dar tapas nas costas enquanto a pessoa está em pé, pois isso pode fazer com que o alimento se desloque e obstrua ainda mais a passagem de ar. Se a via aérea estiver livre e houver apenas um incômodo leve, como a sensação de algo “arranhando” a garganta, a pessoa pode beber água com cuidado.
Já nos casos graves, quando a pessoa está engasgada, não consegue tossir, falar ou respirar, a situação exige atendimento imediato. É preciso pedir para alguém ligar para o Samu, pelo 192, ou para o Corpo de Bombeiros, pelo 193, enquanto são iniciadas as medidas de desobstrução das vias aéreas, incluindo a Manobra de Heimlich, quando indicada.



