“Fator Lulinha” gera desgaste na campanha de Lula à Presidência | Foto: Reprodução
Interlocutores da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuem parte do desgaste político e da variação do petista nas pesquisas eleitorais ao chamado “Fator Lulinha”. A avaliação é do analista de Política da CNN Caio Junqueira. LEIA MAIS NOTÍCIAS DO FUTEBOL NACIONAL E INTERNACIONAL ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM O fenômeno…
Interlocutores da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuem parte do desgaste político e da variação do petista nas pesquisas eleitorais ao chamado “Fator Lulinha”. A avaliação é do analista de Política da CNN Caio Junqueira.
LEIA MAIS NOTÍCIAS DO FUTEBOL NACIONAL E INTERNACIONAL
ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM
O fenômeno está relacionado à abertura de inquéritos contra Fábio Luiz Lula da Silva, filho de Lula, investigado por suposto tráfico de influência e por ligações com o caso das fraudes no INSS.
A Polícia Federal encontrou mensagens trocadas entre Fábio Luiz — conhecido como Lulinha — e a lobista Roberta Luchsinger, investigada pelas fraudes no INSS.
A descoberta trouxe novos detalhes sobre a natureza do relacionamento entre os dois e ampliou o escopo das investigações acerca do possível papel de Lulinha no trabalho da lobista.
OSCILAÇÕES NAS PESQUISAS REFLETEM O IMPACTO DAS DENÚNCIAS
Segundo Caio Junqueira, analista de Política da CNN, basta observar as curvas das médias das pesquisas do último mês para perceber o impacto direto das investigações nos números eleitorais.
“Desde dezembro, quando Flávio Bolsonaro foi anunciado, Flávio subiu, chegou a passar o Lula, mais ou menos ali em março, abril”, explicou.
Em seguida, com o caso Dark Horse e a operação contra Flávio Bolsonaro, em maio, a tendência se inverteu: Flávio caiu e Lula subiu nas sondagens.
O movimento voltou a se reverter quando Lulinha passou a ser investigado formalmente, com a abertura de inquéritos no Supremo Tribunal Federal, ao final de julho, somada a suspeitas sobre o ex-chefe de gabinete do presidente Lula.
“Bastou ver Lulinha e Marcola, Flávio voltou a subir e o Lula voltou a cair”, afirmou Caio Junqueira. O resultado, segundo ele, foi o retorno a uma situação de empate técnico entre os candidatos.
ELEITOR INDECISO PODE SER DECISIVO EM OUTUBRO
A leitura dos especialistas em pesquisas, conforme relatado por Caio Junqueira, é que o eleitor sensível a esse tipo de notícia — acusações e denúncias de corrupção — é exatamente aquele que tende a decidir a eleição.
“Por isso que é muito importante a gente observar em que pés estarão essas investigações ali em outubro”, destacou o analista, ressaltando que informações divulgadas na reta final do segundo turno, entre os dias 15 e 27 de outubro, podem ser determinantes para o resultado.
Em 17 de agosto, data da análise, o cenário era de empate técnico, em grande medida em razão das denúncias, acusações e aberturas de investigações contra o filho do presidente da República.



