terça-feira, agosto 18, 2026
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Laudo revela causa da morte de jovem assassinada pelo namorado


O laudo da Polícia Científica sobre a causa da morte da estudante de ciências biológicas Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, apontou que ela foi assassinada por asfixia por constrição cervical, informou a Polícia Civil nesta segunda-feira (17). O namorado da vítima, José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos, confessou à Polícia Civil ter…

O laudo da Polícia Científica sobre a causa da morte da estudante de ciências biológicas Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, apontou que ela foi assassinada por asfixia por constrição cervical, informou a Polícia Civil nesta segunda-feira (17).

O namorado da vítima, José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos, confessou à Polícia Civil ter matado a jovem com um golpe de mata-leão na casa onde morava, em Sangão, no Sul de Santa Catarina. Ele está preso desde segunda-feira (10), quando o corpo da vítima foi encontrado.

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🔎 Constrição cervical: o termo é usado para enforcamento, estrangulamento ou esganadura, dependendo do que provocou a compressão do pescoço.

Segundo a Polícia Civil, o namorado não tinha antecedentes criminais. A família da vítima, no entanto, afirma que ele já tinha histórico de violência.

Em nota enviada na última semana, o advogado do investigado informou que “seguirá atuando de maneira técnica e responsável” e “não pretende transformar a dor de nenhuma das famílias em objeto de disputa pública” (leia íntegra no final da reportagem). Também disse que não

Investigado confessou o crime

O investigado pelo homicídio se entregou na delegacia e confessou ter assassinado a estudante com um mata-leão após uma discussão, trancando o corpo no próprio quarto e convivendo com ele durante todo o fim de semana.

O corpo foi encontrado após a mãe de Joviana desconfiar de que as mensagens que teriam sido enviadas para ela pela filha foram escritas por outra pessoa.

Um dos primeiros recados foi no dia 7 de agosto, uma sexta-feira, quando a vítima disse à família que não voltaria para casa e dormiria na residência do namorado. A partir disso, o contato entre as duas ficou ainda mais incomum.

A polícia confirmou que o namorado só avisou a família dele sobre a morte na manhã de segunda.

Mãe e avó, que moravam com ele, não teriam desconfiado da situação porque o suspeito comumente levava pessoas para seu quarto, “fazendo dos seus aposentos um cômodo isolado”, disse o delegado.

Relacionamento era conturbado

José Gustavo Rabelo matou Joviana Evelyn Iankovski durante uma discussão. Segundo o delegado, a briga começou após a vítima descobrir mensagens dele com outras mulheres.

A apuração apontou, conforme o delegado, que o relacionamento dos dois era bastante conturbado. O crime teria acontecido na virada de quinta (6) para sexta (7).

Após essa discussão, a vítima tentou sair da casa onde o suspeito morava, mas foi impedida e agredida por ele.

“O autor a seguiu e aplicou um golpe de mata-leão, o que levou a vítima a óbito. Ele, então, colocou o corpo na cama e permaneceu na residência”, detalhou o delegado.

O que diz a defesa do investigado

A defesa técnica de José Gustavo Rabelo de Souza, diante das informações que vêm sendo divulgadas acerca do falecimento da jovem Joviana Evelyn Lankovski, ocorrido no município de Sangão/SC, vem, respeitosamente, prestar os seguintes esclarecimentos.

Inicialmente, a defesa manifesta suas mais sinceras condolências aos familiares e amigos de Evelyn, reconhecendo a profunda dor provocada por uma perda dessa natureza. Por respeito à vítima e aos seus familiares, a defesa entende que o momento exige, acima de tudo, responsabilidade, serenidade e respeito.

O processo tramita sob segredo de justiça, justamente para resguardar informações, documentos e elementos relacionados ao caso e às pessoas envolvidas. Por essa razão, a defesa entende ser necessário agir com a mesma responsabilidade e preservar informações que não podem ser expostas publicamente, especialmente aquelas que dizem respeito à intimidade dos envolvidos.

É importante, contudo, esclarecer uma informação que vem sendo divulgada de maneira imprecisa e que atinge diretamente a família de José Gustavo.

A família de José Gustavo não teve conhecimento prévio dos fatos e jamais participou de qualquer tentativa de ocultação ou acobertamento.

José residia com a mãe e a avó. Na rotina da residência, havia circunstâncias que contribuíram para que, naquele momento, não houvesse qualquer razão concreta para que familiares suspeitassem do que havia ocorrido. Entre elas, estão a dificuldade auditiva da mãe, circunstância de conhecimento público, e o fato de José permanecer com o quarto fechado durante períodos de descanso, comportamento que já fazia parte de sua rotina habitual.

A família somente tomou conhecimento dos fatos na manhã de segunda-feira, após o próprio José relatar o ocorrido. Tão logo teve conhecimento da situação, sua família o conduziu à Delegacia de Polícia, colocando-o à disposição das autoridades para que fossem adotadas as providências legalmente cabíveis.

Esse comportamento, por si só, demonstra a postura adotada pela família diante de uma situação extremamente grave e inesperada: não houve fuga, ocultação ou qualquer iniciativa destinada a impedir a atuação das autoridades. Ao contrário, houve a procura imediata da autoridade policial tão logo os familiares tiveram conhecimento dos fatos.

A família de José Gustavo também deseja deixar claro que não compactua, sob nenhuma circunstância, com qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres. Ao mesmo tempo em que enfrenta a própria dor e o impacto causado por toda essa situação, manifesta profundo pesar pelo falecimento de Joviana Evelyn Lankovski e respeito absoluto à dor de seus familiares.

Quanto à dinâmica dos fatos, a defesa ressalta que qualquer conclusão responsável deve decorrer da análise integral e técnica do conjunto probatório, incluindo os elementos periciais e demais provas que integram a investigação. Antecipar conclusões enquanto as apurações ainda estão em curso não contribui para o esclarecimento dos fatos e pode gerar interpretações equivocadas. José Gustavo encontra-se preso preventivamente, à disposição do Poder Judiciário, e sua defesa seguirá atuando de maneira técnica e responsável, dentro dos limites impostos pelo segredo de justiça e em estrita observância aos princípios constitucionais do devido processo legal, contraditório e ampla defesa.

A defesa reafirma, por fim, que não pretende transformar a dor de nenhuma das famílias em objeto de disputa pública. Seu compromisso é exclusivamente com a verdade dos fatos, com o respeito às instituições e com o exercício legítimo da defesa, permitindo que as autoridades competentes realizem seu trabalho e que as conclusões sejam alcançadas a partir das provas produzidas regularmente.





Fonte: Alagoas 24h

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