terça-feira, agosto 18, 2026
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Polícia prende quadrilha de agiotas que usava imigrantes para aliciar vítimas


Polícia apreendeu dinheiro, panfletos, celulares e capacetes de moto de quadrilha de agiotas — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil prendeu 14 criminosos suspeitos de integrar um esquema de agiotagem no Grande Recife. As prisões ocorreram durante um mês de operação policial. A quadrilha atuava na Região Metropolitana, em regiões como o distrito de Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca; e os bairros de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, e Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho Conforme…

Polícia Civil prendeu 14 criminosos suspeitos de integrar um esquema de agiotagem no Grande Recife. As prisões ocorreram durante um mês de operação policial. A quadrilha atuava na Região Metropolitana, em regiões como o distrito de Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca; e os bairros de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, e Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho

Conforme o delegado, as investigações vão continuar para identificar o chefe da quadrilha e os “financiadores”, que são aqueles que dão o dinheiro para o empréstimo.

“Esse nível de estruturação merece uma investigação mais aprofundada, para que a gente consiga chegar nesses líderes [da quadrilha] e até, também, obter informações a cerca das movimentações financeiras deles”, informou o delegado Altemar Mamede.

Com a operação também foram apreendidos com os criminosos: nove motocicletas, milhares de cartões utilizados para divulgação de empréstimos, dinheiro, celulares e mais de dez capacetes.

Segundo a Polícia Civil, as motocicletas utilizadas nas cobranças e outros custos operacionais, como combustível, eram fornecidos pelos responsáveis pelo esquema.

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As investigações começaram em maio deste ano, após uma série de denúncias de comerciantes sobre colombianos e venezuelanos oferecendo empréstimos com pagamentos diários e juros altos. O grupo criminoso também ameaçava as vítimas que não conseguiam pagar as dívidas.

A Polícia Civil divulgou detalhes da operação nesta terça-feira (18), em coletiva de imprensa no Recife. As investigações indicaram que os “cobradores” e “panfleteiros” seriam, em sua maioria, imigrantes recém-chegados da Colômbia e da Venezuela, recrutados com a oferta de trabalho, moradia, transporte e telefone.

Conforme as investigações, as vítimas que contratavam os emprsofriam com juros abusivos e tinham dificuldade de quitar os empréstimos.

Em alguns casos, mesmo pagando a quantia cobrada era paga, os agiotas acusavam as vítimas de não terem comprovantes de pagamento e continuavam cobrando.

As ameaças aconteciam por meio de aplicativos de mensagem, ligações e, também, presencialmente. Comerciantes locais que caíam no golpe recebiam visitas diárias dos cobradores, que, usando máscaras, intimidavam e humilhavam as vítimas.

Quando o valor cobrado não era pago, os criminosos consumiam ou retiravam produtos dos comércios das vítimas. Também enviavam fotos de suas lojas, casas e familiares para indicar que tudo estava sendo monitorado.

Quadrilha de agiotas fazia ameaças diárias às vítimas no Grande Recife — Foto: Polícia Civil/DivulgaçãoQuadrilha de agiotas fazia ameaças diárias às vítimas no Grande Recife — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Segundo o delegado Altemar Mamede, gestor da Delegacia Seccional do Cabo de Santo Agostinho, a quadrilha era organizada com divisão de funções entre os criminosos.

“O cabeça, o líder que financia, passa esse dinheiro para os supervisores, que, por sua vez, encaminham para os panfleteiros. E ainda existe um grupo que é responsável por praticar ameaças caso haja atraso no pagamento dos juros e também do capital desses dinheiros emprestados”, disse o delegado.

A quadrilha era dividida em “cargos”, entre financiador, supervisores, cobradores e panfleteiros. O grupo distribuía cartões personalizados divulgando seus serviços de empréstimo para cooptar novas vítimas.

Todos foram presos no município do Cabo de Santo Agostinho e passaram por audiência de custódia, conforme a Polícia Civil. Dos investigados, seis continuam presos, sendo uma mulher em prisão domiciliar, e os demais respondem em liberdade sob medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica.





Fonte: Alagoas 24h

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