Em uma palestra promovida pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), nesta segunda-feira (24), o assessor de Segurança e Inteligência do Banco do Brasil (BB), Luciano Martins dos Santos, apresentou orientações para ajudar a identificar situações suspeitas e evitar golpes, fraudes e prejuízos financeiros. Durante o encontro, realizado no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça,…
Em uma palestra promovida pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), nesta segunda-feira (24), o assessor de Segurança e Inteligência do Banco do Brasil (BB), Luciano Martins dos Santos, apresentou orientações para ajudar a identificar situações suspeitas e evitar golpes, fraudes e prejuízos financeiros.
Durante o encontro, realizado no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, Luciano destacou que uma das principais estratégias utilizadas por criminosos é criar uma situação de urgência para fazer com que a vítima tome uma decisão sem tempo para pensar. Segundo ele, a melhor forma de se proteger é justamente interromper esse ciclo e não agir por impulso.
“Não há urgência para se decidir. Nós vivemos num momento em que tudo é muito rápido e terminamos caindo nesse tipo de cilada porque, às vezes, decidimos sem pensar. Em qualquer situação, é preciso esquecer a emoção e utilizar a razão. Se ainda assim você não conseguir separar razão e emoção, peça ajuda a alguém em quem você confia”, orientou.
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Luciano recomendou atenção especial com ligações de pessoas que se identificam como funcionários de bancos, gerentes ou representantes de instituições financeiras e tentam convencer o cliente a realizar alguma operação. Nesses casos, a orientação é desligar imediatamente e procurar o banco por um canal oficial.
“Se for uma ligação de falsa central ou de falso gerente, desligue imediatamente. Se for um suposto filho, parente ou amigo pedindo dinheiro, procure informação por outra fonte. Ligue para um familiar, peça para outra pessoa entrar em contato. Não tenha pressa para decidir. Carro quebrado, filho precisando pagar uma conta naquele momento, suposto sequestro: nada disso precisa ser resolvido no impulso. Pare, pense e use a razão para resolver a situação com calma”, explicou Luciano.
Durante a palestra, também foram apresentados golpes como a troca de cartão, o falso auxílio em terminais de autoatendimento, o golpe do motoboy, boletos com códigos de barras ou QR Codes falsos, o falso pedido de dinheiro feito por pessoas que se passam por familiares ou amigos e o golpe do falso gerente.
Outro ponto de atenção destacado por Luciano foi a chamada engenharia social, estratégia em que o criminoso utiliza informações disponíveis na internet para conquistar a confiança da vítima. Fotografias, nomes, profissão, vínculos familiares e outros dados podem ser utilizados para criar perfis falsos e dar aparência de legitimidade à abordagem.
Em um dos exemplos apresentados, o golpista utiliza a fotografia e informações de uma pessoa para criar um perfil falso e, posteriormente, entra em contato com clientes de uma instituição financeira se passando por gerente. Segundo Luciano, os criminosos estudam diferentes perfis de vítimas e adaptam as abordagens de acordo com cada grupo.
“Para cada grupo de pessoas existe um golpe que eles aplicam. Eles classificam os grupos e trabalham os golpes para cada perfil. As pessoas de idade mais avançada, especialmente aquelas que não têm maturidade digital suficiente, acabam sendo alvos mais fáceis dos estelionatários”, alertou o servidor do BB.
Para Luciano, a evolução dos crimes praticados no ambiente digital exige uma mudança permanente de comportamento. Nos últimos anos, segundo ele, houve um crescimento significativo das fraudes no meio digital, o que torna cada vez mais necessária a disseminação de uma cultura de segurança.
“Nos últimos anos, nós temos percebido uma evolução gigantesca dos crimes na área cibernética, no meio digital. Precisamos chegar até a mentalidade das pessoas, sensibilizá-las para o tema. Hoje temos informação em excesso, mas o desafio é transformar essa informação em conhecimento. Uma das nossas atividades é justamente disseminar a cultura de segurança, seja na segurança física, na proteção das pessoas ou no ambiente digital”, afirmou.
Perfil do palestrante
Com mais de 20 anos de experiência no Banco do Brasil e mais de 11 anos de atuação na área de segurança e inteligência, Luciano Martins dos Santos atua nos estados de Alagoas e Pernambuco. Ele foi o responsável pela palestra “Prevenção a Golpes e Fraudes: como proteger sua família, seus dados e seu patrimônio?”.
A atividade foi promovida pelo Ministério Público do Estado de Alagoas, por meio do Núcleo de Gestão da Informação e Segurança Institucional (NGI/SI), em parceria com a Associação do Ministério Público de Alagoas (AMPAL), dentro da programação do Mês da Segurança Institucional.



