terça-feira, setembro 1, 2026
spot_img

Nomes de Flávio, Lula, Cury e outros candidatos vão parar em lingeries de sex shops


Loja de Campina Grande (PB) tem produtos para Lula, Flávio Bolsonaro e até Augusto Cury — Foto: Reprodução / Instagram / usecharmosa__

Santinhos, toalhas, cangas, camisas… euzinha achava que já tinha visto de tudo com referências aos candidatos nas eleições. Mas, acredite se quiser, este ano é o mercado de lingeries personalizadas que está se movimentando a partir dos nomes que irão para as urnas. De Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) a políticos locais, vale tudo,…

Santinhos, toalhas, cangas, camisas… euzinha achava que já tinha visto de tudo com referências aos candidatos nas eleições. Mas, acredite se quiser, este ano é o mercado de lingeries personalizadas que está se movimentando a partir dos nomes que irão para as urnas. De Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) a políticos locais, vale tudo, basta encomendar.

Um desses estabelecimentos “calientes” fica em Pinheiro, cidade de 84,6 mil habitantes na região da Baixada Maranhense. A Pinheiro Sex Shop (@pinheirosexshop) pertence ao empresário Marcos Soares, que também é dono da Loja Diamantes, especializada em moda íntima.

Segundo ele, a Diamantes é a loja em que a pessoa pode ir com o filho, já que lá se vendem calcinhas, sutiãs, cuecas: uma loja normal. Mas lá dentro tem uma sala reservada — que só é acessada por quem conhece —, onde está instalado o sex shop, com “lingeries premium”. As campeãs de vendas são aquelas personalizadas com frases safadinhas, com o nome do parceiro ou da parceira e até emojis sugestivos. Ui 🔥.

—Hoje em dia, só vende se tiver marketing. A gente já tinha feito várias calcinhas com nomes de figuras públicas daqui (do Maranhão) e sempre deu certo — conta Marcos, que vê na estratégia uma forma de alcançar novos clientes para os produtos off-eleição. — A gente não tem lado político nenhum, só faz as lingeries mesmo. Achávamos que só ia viralizar aqui, mas o alcance foi bem maior do que eu pensava.

Até esposas curtiram; cada letra sai a R$ 5
O primeiro vídeo, publicado no último dia 21, já foi visto por 75,5 mil pessoas. Outro, da última semana, bateu 83 mil visualizações. É disso que o povo gosta!

— A galera (da política) fez foi gostar, porque acaba sendo uma mídia gratuita. Mais de 80 mil pessoas vendo o seu nome, vão achar bom. Até as esposas dos caras começaram a me seguir, e isso foi bem legal — revela Marcos, que não recebeu reclamações. — A gente só faz mediante o pagamento, e envia para todo o Brasil. Dificilmente vai ser usada com o candidato, é mais uma questão de meme.

Na loja de Marcos, cada peça sai a R$ 25, com adicional de R$ 5 por letra. Façam as contas aí do quanto quem apoia o Flávio Bolsonaro gastará a mais que o eleitor do Lula. Nome completo é papo de ostentação.

Na primeira vez que a brincadeira foi feita, em 2024, as personalizações levavam em conta políticos da cidade de Pinheiro que usavam alcunhas de animais. O prefeito eleito pelo Podemos, André da Rapnet, teve lingerie com um (com todo respeito) “Come tudo, Leão”.

Neste ano, além de Flávio e Lula, aparecem nomes de políticos locais. Candidatos ao governo estadual, Eduardo Braide (PSD) — tem até calcinha com mais intimidade, “Brabra” —, Felipe Camarão (PT) e Orleans Brandão (MDB) estão entre os contemplados na loja de Pinheiro. Candidatos a deputado estadual, João Batista Segundo (PL) e Leonardo Sá (PRD) também têm produtos produzidos.

Augusto Cury também entra no jogo
Já em Campina Grande, na Paraíba, é a loja virtual Charmosa (@usecharmosa__), quem entrou na festa da democracia. Segundo a empresária Emily Kelly Matias, dona do comércio, uma postagem com calcinhas personalizadas com os nomes de candidatos à presidência já está próxima de bater 1 milhão de visualizações — a intenção da brincadeira era justamente movimentar o perfil da loja e atrair mais clientes.

Em azul e amarelo, uma calcinha tem o sobrenome Bolsonaro; a vermelha é de Lula; e até Augusto Cury (Avante), que vem crescendo na campanha, ganhou uma peça, em branco.

— No momento, o pessoal estava puxando mais para o lado de (Flávio) Bolsonaro e Lula, só que do nada apareceu esse Augusto Cury, que começou a viralizar na internet — explica Emily, que cobra R$ 25 por calcinha, mais R$ 3 por letra. — Sou eu quem faz. A gente compra o modelo de calcinha e as letrinhas, e monto o nome ou a frase. Não usamos efeito nem IA: a foto é real mesmo.

Será que a moda da pesquisa de Calcinha de Urna pega? 😈





Fonte: Alagoas 24h

Leia Também

- Publicidade -spot_img

ÚLTIMAS NOTÍCIAS