segunda-feira, setembro 28, 2026
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Quem eram mãe e filha que morreram de câncer em intervalo de 10h


Maria Elisabete, de 56 anos, e Cibele Marchis, de 28 anos, mãe e filha que morreram vítimas de câncer em um intervalo de 10 horas em Mogi Guaçu (SP) — Foto: Arquivo pessoal

A empresária de marketing digital Cibele Marchis, de 28 anos, morreu 10 horas antes da mãe, a podóloga Maria Elisabete Nogueira da Silva, de 56 anos, em Mogi Guaçu (SP). As duas lutavam contra tipos diferentes de câncer. Cibele e Bia, como Maria Elisabete era chamada por amigos e familiares, eram conhecidas na cidade do…

A empresária de marketing digital Cibele Marchis, de 28 anos, morreu 10 horas antes da mãe, a podóloga Maria Elisabete Nogueira da Silva, de 56 anos, em Mogi Guaçu (SP). As duas lutavam contra tipos diferentes de câncer.

Cibele e Bia, como Maria Elisabete era chamada por amigos e familiares, eram conhecidas na cidade do interior de São Paulo. Enquanto a podóloga trabalhava em um salão tradicional da família, a empresária era ativa nas redes sociais, com 11,7 mil seguidores.

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Amigos e parentes ouvidos pelo g1 descreveram Cibele como alguém que não se deixava definir pela doença. O câncer de suprarrenal, tipo raro da doença – que acomete de uma a duas pessoas a cada 1 milhão -, foi descoberto após os primeiros sintomas aparecem em dezembro de 2023.

Desde então, Cibele lidava com o tratamento, mas sem deixar de fazer as atividades que queria e precisava. “Ele manteve-se positiva, vivendo independente do quadro dela. Trabalhou até quando pode”, resumiu Bárbara Rodrigues dos Santos, de 43 anos.

Já Bia foi definida como uma mulher de fé capaz de fazer esforços para ver a filha bem. Durante uma fase difícil do tratamento de Cibele em dezembro 2025, a mãe fez jejum para pedir a melhora dela. E a alta ocorreu.

“Ela jejuava 24 horas pedindo um milagre para a filha, e Deus atendeu. Deus devolveu a filha dela”, recordou Bárbara.

Pouco tempo depois, Bia descobriu um câncer agressivo no pâncreas. Ao contrário da filha, que viveu cerca de dois anos em tratamento, ela teve uma piora rápida. Quando Cibele morreu, Bia estava sedada.

Cibele faleceu por volta de 16h de quinta-feira (24) e Bia à 1h58 da madrugada de sexta (25). A notícia da morte de Bia foi dada para a família ainda no velório de Cibele.

‘Nenhuma queria ver a outra morrer’

Sobrinho de Bia e primo de Cibele, Rowilson Leandro da Costa contou ao g1 que mãe e filha comentavam que não gostariam acompanhar a morte da outra.

“Nenhuma das duas queria ver a outra morrer. Elas chegaram a comentar, às vezes de brincadeira, outras em tom sério, e isso aconteceu. Uma não ficou sabendo da morte da outra. É realmente uma coisa espantosa”, disse.





Fonte: Alagoas 24h

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