Preso e inelegível, Jair Bolsonaro (PL) chega às eleições deste domingo com parte da família espalhada pelas urnas em diferentes estados. A estratégia busca manter sob influência do clã o espólio político construído pelo ex-presidente e testar a força eleitoral de seus parentes em diferentes frentes. Ao todo, três filhos, dois cunhados, um irmão, a…
Preso e inelegível, Jair Bolsonaro (PL) chega às eleições deste domingo com parte da família espalhada pelas urnas em diferentes estados. A estratégia busca manter sob influência do clã o espólio político construído pelo ex-presidente e testar a força eleitoral de seus parentes em diferentes frentes. Ao todo, três filhos, dois cunhados, um irmão, a atual mulher e uma ex-mulher de Bolsonaro disputam cargos que vão da Presidência da República ao Legislativo federal e estadual.
A principal aposta é o senador Flávio Bolsonaro (PL), escolhido pelo pai para disputar a Presidência. A decisão colocou o primogênito no centro da estratégia do grupo para preservar o capital político acumulado pelos seus pares e consolidá-lo como principal nome da família na disputa nacional.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) tenta uma vaga no Senado pelo Distrito Federal em sua estreia nas urnas. Um de seus irmãos, Diego Torres, cunhado de Jair, integra a chapa como primeiro suplente. Outro irmão de Michelle, Eduardo Torres (PL), concorre a deputado distrital no DF.
Dois filhos do ex-presidente disputam cargos em Santa Catarina, um dos principais redutos do bolsonarismo. Depois de sete mandatos consecutivos como vereador do Rio, Carlos Bolsonaro (PL) deixou o estado para concorrer ao Senado por Santa Catarina. Jair Renan Bolsonaro (PL), eleito vereador de Balneário Camboriú em 2024, tenta agora chegar à Câmara dos Deputados.
Em São Paulo, Renato Bolsonaro (PL), irmão do ex-presidente, concorre a deputado federal. Ele usa o número 2222, um dos mais cobiçados dentro do partido. Renato já disputou eleições outras vezes e teve como única vitória a eleição para vereador de Praia Grande, em 1996.
No Rio, onde Jair fez carreira política, Rogéria Bolsonaro (PL), primeira mulher de Jair Bolsonaro e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, também tenta uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Eduardo Bolsonaro (PL), por sua vez, ficou fora da disputa. O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde 2025, perdeu o mandato na Câmara por excesso de faltas e, neste ano, foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de função. Em junho, também foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, devido à atuação nos Estados Unidos contra integrantes do Judiciário brasileiro.
Ele chegou a ser cogitado para uma suplência ao Senado em São Paulo, mas a articulação não avançou.



