Promotora de Justiça Adilza Freitas
O júri do réu Carlos Henrique Ferreira Santos, de 37 anos, acusado de pela morte do blogueiro Adriano Farias, ocorrida na zona rural de Junqueiro, em junho de 2024, foi retomado no final da tarde desta segunda-feira, 5, após intervalo. Na primeira parte testemunhas e o réu foram ouvidos. Iniciando a segunda etapa com os…
O júri do réu Carlos Henrique Ferreira Santos, de 37 anos, acusado de pela morte do blogueiro Adriano Farias, ocorrida na zona rural de Junqueiro, em junho de 2024, foi retomado no final da tarde desta segunda-feira, 5, após intervalo. Na primeira parte testemunhas e o réu foram ouvidos.
Iniciando a segunda etapa com os debates, a promotora de Justiça Adilza Freitas defendeu enfaticamente a tese de que a execução teve motivação política. Na abertura da fala, a representante do Ministério Público de Alagoas (MPAL) citou a Constituição e o papel do júri em definir os valores de convivência da sociedade diante de crimes cometidos por figuras de poder.
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A acusação ressaltou que o crime envolveu planejamento articulado e ação coordenada.
“Esse crime, geralmente, não ocorre com uma pessoa só envolvida. Eles agem em bando. Um olheiro informa onde a vítima está, os passos dela, fazem o cerco e depois executam”, afirmou a promotora, destacando ainda que as investigações referentes aos possíveis mandantes do assassinato continuam em andamento.
Para contextualizar a perseguição a denunciantes e comunicadores na região, Adilza Freitas traçou um comparativo com a história do professor Paulo Bandeira, assassinado em Alagoas após apontar irregularidades em gestões públicas.
A promotora reforçou também que constam nos autos provas da apreensão de uma pistola de calibre 9mm na posse do réu no dia anterior ao homicídio — mesmo tipo de munição e armamento utilizado na execução da vítima.
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A acusação também rebateu as estratégias da defesa de tentar desacreditar a imagem da vítima e das testemunhas. Adilza exibiu trechos de conversas interceptadas, incluindo a frase “pistoleiro não entrega não”, argumentando a confiança do grupo na impunidade.
O julgamento segue em andamento no Tribunal do Júri com previsão de se estender durante toda a noite.



