A Justiça de Alagoas negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque e manteve a sua prisão preventiva pelo assassinato de Johannison Carlos Lima Costa, o “Joba”, ocorrido em janeiro de 2026 no bairro Santa Lúcia, em Maceió. As investigações policiais apontam Ruan como o mandante do…
A Justiça de Alagoas negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque e manteve a sua prisão preventiva pelo assassinato de Johannison Carlos Lima Costa, o “Joba”, ocorrido em janeiro de 2026 no bairro Santa Lúcia, em Maceió.
As investigações policiais apontam Ruan como o mandante do crime, motivado por ciúmes obsessivos pela ex-noiva da vítima, já que o casal tentava reconcicliação.
Plano de fuga
De acordo com a decisão judicial, o acusado planejou uma fuga estratégica ao comprar uma passagem de avião para o próprio dia do homicídio, desistindo de embarcar apenas devido à imediata repercussão do caso.
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A apuração policial revelou que o acusado encomendou a execução do ex-coordenador de categorias de base do CRB e realizou uma transferência bancária como pagamento ao executor, Symeone Batista dos Santos, três horas após o homicídio.
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Joba foi atingido por um disparo na cabeça enquanto saía de casa para trabalhar.
Diante do risco iminente de fuga e da frieza demonstrada no planejamento do crime, o Judiciário considerou indispensável a manutenção da prisão para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.
Sobre o caso
O assassinato de Johanisson Lima, o Joba, supervisor técnico das categorias de base do CRB, começou a ser elaborado em dezembro de 2025, quando o mandante, Ruan Carlos, contratou Symeone por R$ 10 mil para planejar e apoiar a execução motivada por ciúmes passionais, já que não aceitava que a mulher com quem se relacionara no passado (Letícia Luzia de Oliveira Moura) tivesse reatado com a vítima.
Na manhã do dia 23 de janeiro de 2026, na Avenida Manoel Afonso de Mello, no bairro Santa Lúcia, em Maceió, o esportista de 32 anos caminhava em direção ao trabalho no Centro de Treinamento Ninho do Galo quando foi abordado próximo a um campo de futebol por um homem em uma bicicleta, que efetuou os disparos fatais, enquanto a ação era monitorada por outros envolvidos em uma motocicleta de fuga articulada no plano.
Logo após o crime, familiares entraram em desespero no local e a Polícia Civil abriu as apurações cogitando latrocínio, hipótese rapidamente descartada por nenhum pertence ter sido levado e confirmada posteriormente pelas imagens das câmeras de segurança.
À época, o CRB emitiu nota oficial de pesar e suspendeu por tempo indeterminado as atividades da base e eventos do clube.
Com o avanço do trabalho da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a equipe identificou a motocicleta de fuga e chegou ao trio contratado para executar a vítima, o qual acabou morto durante um confronto policial com militares no bairro do Clima Bom, onde foram apreendidos uma pistola e dois revólveres encaminhados para perícia.
Na sequência, as investigações descartaram qualquer envolvimento ou participação ativa de Letícia Luzia na ação criminosa e confirmaram que a promessa de recompensa e o monitoramento prévio caracterizaram a premeditação idealizada por Ruan em parceria com Symeone.
Por fim, após ter a prisão preventiva decretada por risco à ordem pública e tentativa de destruição de provas, a dupla ré no processo teve a denúncia aceita pelo Poder Judiciário, fazendo com que a ação penal avançasse oficialmente para a fase de instrução e o julgamento das provas apresentadas pelo Ministério Público.



